O fim da partida entre Tuna Luso e Paysandu, válida pelo Parazão Banpará 2026, foi marcado por reclamações, tensão em campo e muita discussão fora dele. Um pênalti assinalado nos minutos finais do confronto gerou forte repercussão entre torcedores e dirigentes, especialmente pelo fato de a infração não ter sido marcada inicialmente pela arbitragem de campo.

Diante da polêmica, a Comissão de Arbitragem da Federação Paraense de Futebol (FPF) divulgou a análise oficial do lance ocorrido no segundo tempo da partida, esclarecendo os critérios técnicos que levaram à marcação da penalidade a favor da Tuna Luso após intervenção do VAR.

CONTEÚDOS RELACIONADOS

Segundo a comissão, o lance envolveu um jogador do Paysandu que, ao disputar a bola dentro da área, utilizou o braço de forma imprudente, com movimento adicional, atingindo o rosto do atleta da Tuna. A ação, de acordo com a avaliação, impediu o atacante de prosseguir na disputa pela bola, caracterizando falta passível de tiro penal.

"O atleta da equipe visitante, ao disputar a bola dentro da área penal, utiliza o braço com movimento adicional, atingindo o rosto do adversário de forma imprudente, impedindo que ele prossiga na disputa pela bola”

Em campo, o árbitro optou por não marcar a infração no primeiro momento. No entanto, após a checagem das imagens, a equipe de arbitragem de vídeo recomendou a revisão do lance para possível pênalti. O árbitro foi chamado ao monitor, realizou a Análise de Revisão de Arbitragem (ARA) e, após observar diferentes ângulos e a velocidade normal da jogada, decidiu retificar sua decisão.

De acordo com o relatório, as imagens mostram com clareza o momento em que o defensor abre o braço de maneira imprudente e atinge o rosto do atacante da Tuna, configurando falta dentro da área. Com isso, o árbitro reiniciou o jogo com tiro penal, sem aplicação de cartão disciplinar no primeiro momento, embora posteriormente tenha sido mostrado cartão amarelo por reclamação.

A decisão final da Comissão de Arbitragem foi categórica: tiro penal corretamente assinalado. O órgão destacou que o uso do braço com movimento adicional, atingindo o adversário no rosto, enquadra-se como infração conforme as regras do jogo, independentemente da intenção do defensor.

O lance ocorreu aos 43 minutos do segundo tempo, com o placar ainda zerado. Após a marcação do pênalti, Paulo Rangel assumiu a cobrança e garantiu a vitória da Tuna Luso por 1 a 0, conquistando o primeiro triunfo da equipe no Parazão.

MAIS ACESSADAS