Mesmo após solicitar arbitragem de fora do Pará para o clássico Re-Pa, o Paysandu voltou a demonstrar insatisfação com a condução do jogo no Mangueirão no último domingo, 9.
O presidente Márcio Tuma afirmou que decisões tomadas durante a partida reforçaram o sentimento de que o clube segue sendo prejudicado em momentos decisivos, o que motivou novas reclamações por parte da diretoria bicolor.
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A principal reclamação do Lobo é a não expulsão de Yago Pikachu, que teria agredido Brian com o lance já parado. Segundo a regra, "empurrar um adversário, gandula ou árbitro com a bola fora de jogo é geralmente considerado conduta violenta e passível de expulsão".
"O Yago Pikachu deveria ter sido expulso também. Eu vi algo que foi surreal, que foi uma 'desexpulsão'. Onde que tem isso na regra? Foi o que vimos. Até o placar anunciou o vermelho para o jogador deles, pois todos viram que foi para ele. Depois, foi cancelado e deram amarelo. No outro lance, o bandeirnha deu tiro de meta em um lance na frente dele, o árbitro cancela e dá escanteio para o rival. Saímos muito prejudicados. Vamos rever e se vermos que realmente fomos muito prejudicados, vamos fazer uma representação contra esse árbitro. Não admitimos que o Paysandu seja prejudicado", destacou.
Veja o Lance:
O dirigente comentou que o pedido por árbitros de outros estados foi uma medida preventiva, tomada após episódios anteriores no Campeonato Paraense, mas deixou claro que a presença de profissionais FIFA não eliminou os questionamentos no clássico.
"Solicitamos a arbitragem de fora em comum acordo, mas mesmo assim tivemos situações que nos incomodaram. Teve cartão vermelho retirado do adversário e inversões de marcações do auxiliar que estava muito próximo dos lances", destacou.
Segundo o presidente, o Paysandu não pretende transformar a arbitragem em justificativa para o resultado, mas entende que é obrigação institucional se posicionar quando considera que houve prejuízo esportivo. Para Tuma, algumas decisões influenciaram diretamente o andamento do jogo e geraram frustração no clube.
"Não queremos dar desculpa para a torcida e nem acomodar os jogadores. Entramos para ganhar. Quando o atleta faz o que tem que fazer, dá o sangue, nós temos que fazer nosso papel fora de campo", ressaltou.
Márcio Tuma também afirmou que o clássico exige um nível máximo de atenção por parte da arbitragem, justamente pelo peso que o Re-Pa tem dentro e fora de campo. Para ele, o resultado interfere não apenas na tabela, mas no ambiente esportivo e emocional do clube ao longo da semana.
"O clássico vale três pontos, mas diz muito sobre o que vai acontecer depois. A semana começa bem ou mal dependendo do resultado. Por isso, não podemos aceitar erros que comprometam um jogo desse tamanho", pontuou.
Por fim, o presidente garantiu que o Paysandu seguirá atento e não irá recuar em possíveis contestações futuras. Segundo ele, a postura da diretoria será sempre firme na defesa do clube, independentemente de quem esteja apitando a partida.
"Se o Paysandu for prejudicado, vamos para cima. Seja qual árbitro for. Vamos ser inegociáveis com os direitos do Paysandu", finalizou.
A arbitragem foi formada por Rodrigo José Pereira de Lima (PE / FIFA), que foi auxiliado por Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (RJ / FIFA) e Luanderson Lima dos Santos (BA / FIFA). No VAR, estava Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro (RN / FIFA).
