A derrota por 2 a 0 para o Cametá, na noite da última quarta-feira (11), no Parque do Bacurau, expôs um Paysandu bem diferente daquele que havia atuado no contra o Clube do Remo. O Lobo mostrou desorganização, errou passes em excesso, recorreu com frequência aos lançamentos e conheceu o terceiro jogo sem vitória.

"Achei que oscilamos no que não estamos acostumados a fazer, que são as ligações diretas. No primeiro tempo deixamos de fazer o que treinamos. Melhoramos um pouco depois da parada médica, mas vacilamos. O Cametá teve as oportunidades e fez, e nós não conseguimos concluir as que criamos", destacou.

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Com o resultado, o Papão caiu para a quinta colocação, com sete pontos, e chega à última rodada da fase classificatória precisando vencer um adversário direto. A equipe decide a vaga diante do Santa Rosa, domingo (15), às 15h30, no Ipixunão, em Ipixuna do Pará.

O treinador reconheceu que a equipe teve um primeiro tempo abaixo, principalmente na postura competitiva. Para ele, a instabilidade também passa pelo momento de reformulação do elenco e pela busca por uma nova identidade.

"Achei que foi uma noite diferente, porque tivemos um primeiro tempo abaixo em termos de competitividade, de entrar mais ligados. Oscilamos nos dois gols. Estamos em reconstrução, tentando tirar vícios e criar um novo modelo de jogo. São processos dolorosos no início, não é fácil", ressaltou.

📷 Júnior Rocha poderá observar melhor os jogadores da base e os novos reforços |Kaio Rodrigues

Rocha também afastou qualquer possibilidade de poupar atletas nas partidas do clube, quando perguntado se daria descanso aos atletas em caso de classificação no Bacurau. Segundo ele, o momento exige força máxima e foco total a cada jogo.

"Não tem essa de poupar. Somos profissionais e temos que estar aptos a jogar. O estímulo do atleta é o jogo. Sempre vejo os próximos três pontos como os mais importantes da nossa vida. Vai jogar quem estiver melhor, independentemente do campeonato ou do dia", pontuou.

O técnico admitiu que o time deixou a desejar em diferentes fases do jogo e que a desorganização inicial pesou no resultado. Ainda assim, pregou equilíbrio e descartou qualquer clima de caça às bruxas no elenco.

"A partir do momento que tentamos executar o que não treinamos, a tendência é dar errado. Iniciamos desorganizados. Vamos corrigir. Não é uma derrota que vai nos tirar dos trilhos. Não está tudo errado quando perde. O grupo tem potencial e vamos trabalhar para ter mais precisão", finalizou.

Agora, o Paysandu precisa transformar discurso em resultado. Fora da zona de classificação e sem vencer há três partidas, o Papão depende de uma vitória na rodada final para não correr riscos de eliminação precoce no Campeonato Paraense.

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