Nos bastidores do futebol, nem sempre os capítulos mais intensos acontecem dentro das quatro linhas. Entre ações judiciais, laudos médicos e versões conflitantes, o caso envolvendo o volante Leandro Vilela e o Paysandu Sport Club ganhou um novo desdobramento, e, ao que tudo indica, distante de uma reaproximação esportiva.
Em entrevista ao programa Cartaz Esportivo, da Rádio Clube do Pará, o diretor jurídico do clube, Bruno Castro, comentou sobre a possibilidade de o jogador tentar restabelecer vínculo com o Papão após ter ingressado com ação de rescisão indireta na Justiça.
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Segundo Castro, a iniciativa do atleta não estaria relacionada a um retorno ao elenco, mas sim a questões financeiras. “Na questão jurídica, o atleta busca alguns pleitos perante a Justiça. Ele sai do clube, ajuíza uma ação para rescindir diretamente o contrato, para poder se oferecer a outro clube. Ele tinha uma condição de saúde onde o Paysandu estava devidamente documentado apresentando a situação dele. Ele não quis seguir essa linha”, afirmou.
O dirigente destacou que, após deixar o clube paraense, o jogador acertou com o Náutico, mas teve a passagem interrompida ainda na pré-temporada, após exames médicos identificarem problema no joelho. O jurídico bicolor reforça que o clube já havia apontado a questão física anteriormente.
Bruno Castro foi enfático ao afastar a possibilidade de retorno esportivo. “Essa relação que ele quer renovar não se vincula a uma relação de trabalho, voltar a jogar pelo Paysandu. Eu acho muito improvável isso acontecer. Ele está tentando buscar um vínculo de obrigação, mas sem ter obrigação com ele por um determinado tempo. Ou seja, para receber sem trabalhar”, declarou.
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Leandro Vilela entrou com ação judicial pedindo rescisão indireta de contrato, cobrando o valor de R$ 4.057.229,11. O atleta alega inadimplência salarial e descumprimento de obrigações contratuais por parte do Paysandu. E, em decisão liminar, a justiça concedeu a rescisão indireta de contrato com o clube.
O caso segue em tramitação na Justiça, enquanto o Paysandu mantém a posição de que a discussão é exclusivamente jurídica e não envolve qualquer perspectiva de reintegração ao elenco. Nos corredores da Curuzu, o entendimento é de que a situação está nas mãos do Judiciário — e longe de uma solução que inclua o retorno do volante aos gramados com a camisa bicolor.
