A vitória do Paysandu por 2 a 1 sobre o Clube do Remo, no primeiro jogo da final do Campeonato Paraense, teve um personagem além das quatro linhas. Autor do segundo gol bicolor, Marcinho correu para a torcida e fez uma comemoração diferente.
O camisa 10 bicolor caminhou pelo gramado com o jeito descontraído de um "malandrão". A cena gerou curiosidade imediata nas arquibancadas e nas redes sociais digitais.
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A explicação tem nome e sobrenome: Daniel Grisley, o Pampam da Terror. Conhecido como "o considerado, o desguiado, o torre, o pulso, o 01", ele se tornou figura popular entre os torcedores do Papão e Leão após vídeos bem-humorados que viralizaram na internet.
Confira o vídeo que já conta com mais de 50 mil curtidas e 600 mil visualizações
Torcedor apaixonado, Pampam convive com paralisia cerebral e virou símbolo de inclusão no futebol paraense. Ao lado do tio, Erick Henrique, e de amigos como Agnaldo, o "Boneco", ex-jogador do Remo, além de Henrique Colares, Pampam transformou a própria rotina em conteúdo leve e espontâneo.
"As pessoas me perguntam muito como surgiram os bordões e para falar a verdade foi algo natural. O apelido e os bordões eu criei, mas nada pensado ou premeditado. Tudo espontâneo e natural", contou Erick Henrique, o tio do Pampam à reportagem.
Entre bordões e previsões ousadas, ganhou o carinho da Fiel Bicolor e passou a ser presença constante em ações do clube. Depois que os vídeos ganharam repercussão, o Paysandu convidou o torcedor para entrar em campo em partidas oficiais.
No primeiro Re-Pa de 2026, ainda na fase de grupos, ele já havia participado do pré-jogo. Com o time classificado à final, voltou a aparecer nas redes e foi direto ao ponto quando perguntado sobre quem decidiria: apontou para o braço, em referência ao camisa 10 e à braçadeira de capitão. Disse que Marcinho faria o gol. Arriscou até o placar: 2 a 0.
Questionado sobre como o meia deveria comemorar, respondeu no seu estilo: andando como um "malandrão", outro dos bordões. No domingo (01), quando a bola estufou a rede, Marcinho não esqueceu. Reproduziu o gesto e dedicou o momento ao torcedor símbolo.
Mais do que uma brincadeira, a cena representou conexão. Pampam virou referência de inclusão, respeito e alegria no futebol local. Em um clássico marcado por tensão, a comemoração lembrou que o esporte também é espaço de afeto e pertencimento.
Pampam não perdeu a oportunidade de zoar Agnaldo, o Seu Boneco
Segundo jogo
Paysandu x Clube do Remo volta a se enfrentar no próximo domingo, 8, no Mangueirão, às 17h, e o Campeão dos Campeões depende de um empate para conquistar o Parazão e fazer a alergia de Pampam e milhões de bicolores espalhados pelo mundo.
