O primeiro jogo da final do Parazão reacendeu memórias antigas no clássico entre Paysandu e Clube do Remo. Depois da vitória por 2 a 1, enquanto a Fiel Bicolor comemorava, uma cena fora das quatro linhas chamou atenção: a filha de Floriano Rodriguês, técnico da histórica goleada de 7 a 0 em 1945, consolou o próprio neto, torcedor azulino, abatido com o resultado.

O vídeo que viralizou nas redes simboliza como o Re-Pa atravessa gerações dentro das famílias. De um lado, a herança bicolor ligada a um dos capítulos mais marcantes da história do clássico; do outro, o sentimento de quem cresceu vestindo azul. No meio, o respeito que só o futebol é capaz de construir.

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Floriano Rodriguês comandou o Paysandu na partida de 22 de julho de 1945, válida pelo Campeonato Paraense. O duelo foi disputado no Estádio Antônio Baena, o Baenão, e terminou com a maior goleada já registrada no confronto: 7 a 0. O resultado permanece como marca histórica no clássico.

Naquela tarde, Soiá foi o grande destaque, com três gols. Hélio marcou duas vezes, enquanto Farias e Nascimento completaram o placar. A formação bicolor contou com Palmério; Izan e Athenagoras; Mariano, Manoel Pedro e Nascimento; Arleto, Hélio, Guimarães, Farias e Soiá.

Décadas depois, o feito segue vivo na memória do torcedor. O episódio recente, com a filha do treinador abraçando o neto após mais uma vitória do Paysandu, reforça que o Re-Pa não é apenas um jogo. É tradição, memória e laço familiar que atravessa o tempo, independentemente das cores.

📷 Em pé da esquerda para direita: Athenágoras, Simeão, Bria, Pedro, Capivara, Manoel Pedro e Nascimento; Agachados na mesma ordem: Valentim, Farias, Hélio, Guimarães e Soiá. |Paysandu

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