Não é mais ele quem faz pontes para evitar o gol. Agora, a missão é preparar quem estará embaixo das traves. No novo papel dentro do Paysandu, Emerson vive uma transição que mistura responsabilidade e satisfação pessoal. Em entrevista exclusiva ao DOL, o preparador de goleiros detalhou como tem encarado essa mudança de perspectiva no clube onde construiu parte da carreira.
"Pra gente é um prazer poder estar à frente do Paysandu. É uma responsabilidade muito grande, pois você hoje forma os atletas que atuam, diferentemente de quando eu tinha que resolver o problema. Mas encaro com muita alegria poder passar o conhecimento, os trabalhos, confiança, metodologia para que os goleiros possam entender e executar com confiança durante o jogo.
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A fala resume o momento. De protagonista dentro das quatro linhas a formador fora delas, Emerson agora mede o impacto pela evolução coletiva. Os números iniciais indicam um sistema defensivo competitivo. Ainda assim, o próprio preparador evita qualquer clima de euforia e reforça que o trabalho está apenas no começo.
"Temos 15 jogos, 11 gols sofridos. Sabemos que estamos no início da competição, início do ano, sabemos que têm muita coisa para melhorar e eu creio que têm muita coisa para colhermos no final. O interessante disso tudo é que eles entenderam o trabalho, compraram a ideia e a dedicação deles no dia a dia é fundamental para que tudo isso aconteça'', pontuou.
Internamente, a avaliação é de que o grupo assimilou rapidamente a metodologia proposta. A confiança transmitida nos treinamentos tem refletido no comportamento dos goleiros durante as partidas.
Mais do que resultados imediatos, Emerson aposta na construção a longo prazo. A expectativa é de que a consistência apareça com naturalidade ao longo da temporada, consolidando uma nova fase, agora do lado de fora da meta, mas ainda decisiva.
