O empate do Paysandu contra o Brusque em plena Curuzu deixou um sentimento de frustração aos bicolores. Depois de mais uma atuação de volume ofensivo alto, o técnico Júnior Rocha analisou o desempenho e voltou a tocar em pontos que vêm se repetindo neste início de Série C do Campeonato Brasileiro.
O Papão terminou a partida com 62% de posse de bola, 22 finalizações, 10 delas no alvo, além de 18 escanteios. Mesmo com números expressivos, o time precisou correr atrás do placar e não conseguiu transformar a superioridade em vitória.
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Júnior Rocha concedeu entrevista coletiva e falou sobre o gol anulado da equipe no primeiro tempo, relembrando a estreia contra o Volta Redonda, no Rio de Janeiro, quando a arbitragem viu irregularidade no gol de Caio Mello.
"Estamos em uma sina, precisamos fazer dois para valer um. Foi assim contra o Volta Redonda, com um gol do Caio, e depois tivemos que lutar para conseguir fazer o gol com o Juninho e sair com a vitória lá", destacou.
O treinador falou sobre o impacto que o gol do Lobo no primeiro tempo traria à partida e as decisões do árbitro ao longo do jogo. Segundo ele, o contexto da arbitragem acabou influenciando diretamente o rumo do confronto.
"Se aquele gol é validado, o jogo se torna totalmente diferente. A torcida iria continuar o grande apoio que nos deu, a pressão que o Brusque ia sentir ia ser muito maior. O gol que eles fizeram eu achei carga em cima do Marcinho. Depois ele deu o pênalti duvidoso para nós. Foi uma arbitragem confusa", declarou.
Mesmo demonstrando incômodo, Rocha preferiu adotar cautela ao falar sobre o tema. O foco, segundo ele, precisa estar na evolução da equipe para evitar que partidas controladas escapem por detalhes.
"Não gosto de falar da arbitragem, não sou o mais capacitado. Faz parte da Série C. Mas não posso deixar de enaltecer a grande partida que fizemos. Precisamos ter maior efetividade nas finalizações para não passar pelos sustos que passamos hoje", completou.
