O Paysandu Sport Club apresentou sinais de melhora financeira no início de 2026, mas os números ainda mostram que o clube segue enfrentando desafios estruturais importantes. A análise dos balancetes patrimoniais divulgados pelo clube, comparando dezembro de 2025 com março de 2026, aponta avanço no curto prazo, principalmente no caixa e na redução de parte das dívidas.

O principal indicador dessa melhora aparece no resultado acumulado do período. O clube saiu de um saldo negativo de -R$ 7,8 milhões ao fim de dezembro para um resultado positivo de aproximadamente +R$ 1,89 milhão no encerramento de março, uma variação próxima de R$ 10 milhões em apenas três meses.

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Outro movimento importante ocorreu no caixa do clube. O saldo disponível saltou de cerca de R$ 1,1 milhão para mais de R$ 4 milhões. Ao mesmo tempo, os valores que o Paysandu ainda tinha para receber caíram mais de R$ 4 milhões, indicando aumento da entrada imediata de recursos. Parte dessa melhora está relacionada às premiações obtidas na Copa do Brasil e às finais do Campeonato Paraense de 2026.

As dívidas de curto prazo também apresentaram redução. O total caiu de R$ 53,3 milhões para R$ 49,9 milhões entre dezembro e março. Um dos destaques foi a diminuição de aproximadamente R$ 2,3 milhões nas obrigações trabalhistas e previdenciárias. Também houve queda em débitos tributários e em valores ligados a adiantamentos de clientes.

O patrimônio total do clube teve leve redução, passando de R$ 111,4 milhões para R$ 110,4 milhões, movimento influenciado principalmente pela diminuição de valores relacionados aos bens imóveis registrados pelo clube.

Já o patrimônio líquido cresceu de R$ 38,3 milhões para R$ 40,7 milhões. Esse aumento ocorreu porque o Paysandu voltou a registrar resultado positivo nos primeiros meses do ano. Apesar disso, o clube ainda carrega prejuízos acumulados de exercícios anteriores. Além disso, parte dessa melhora patrimonial ocorreu por ajustes contábeis, e não apenas por entrada efetiva de dinheiro no caixa.

Mesmo com a melhora registrada no início de 2026, a estrutura financeira do clube ainda inspira atenção. O Paysandu segue em recuperação judicial e continua convivendo com passivos elevados acumulados ao longo dos últimos anos.

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Superávit no primeiro trimestre

Os demonstrativos de receitas e despesas ajudam a explicar como o clube conseguiu melhorar seus números no início da temporada.

Em março de 2026, o Paysandu registrou receita total de R$ 8,48 milhões, valor superior aos R$ 5,49 milhões registrados em fevereiro. As despesas também cresceram no período, passando de R$ 4,29 milhões para R$ 6,59 milhões. Ainda assim, o clube fechou março com resultado positivo de R$ 1,89 milhão.

O futebol profissional seguiu como principal fonte de arrecadação do Paysandu. Somente em março, o departamento gerou R$ 6,5 milhões em receitas, com despesas de R$ 4,92 milhões, mantendo saldo positivo.

No consolidado do primeiro trimestre, o clube conseguiu manter superávit e ampliar os resultados positivos mês após mês.

Os números mostram que o Paysandu conseguiu melhorar seu fluxo financeiro no início de 2026, especialmente com aumento de receitas e redução de parte das dívidas. Ao mesmo tempo, os dados indicam que o clube ainda precisará manter controle sobre despesas e passivos para transformar a recuperação momentânea em estabilidade financeira de longo prazo.

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