O Paysandu viveu dois campeonatos dentro da mesma Série C. Depois de um início consistente, que colocou o clube entre os favoritos ao acesso, o desempenho caiu a partir da sétima rodada e os resultados acompanharam essa mudança. Os números mostram que o Papão perdeu eficiência justamente nos momentos decisivos das partidas.
Até a sexta rodada, a equipe somava quatro vitórias e dois empates. Foram 14 pontos conquistados em 18 possíveis, aproveitamento de 77,8%, 10 gols marcados e apenas seis sofridos. O time conseguia controlar os jogos, criava oportunidades com frequência e apresentava equilíbrio entre ataque e defesa.
Conteúdo Relacionado:
- Rodada pode colocar o Paysandu na vice-liderança ou fora do G-8
- Paysandu vive a pior fase entre os times do G-8 da Série C
- Paysandu acertaa contratação do zagueiro Pedro Carrerette
A primeira derrota aconteceu na visita ao Caxias. O revés por 2 a 0 representou mais do que um tropeço. A partir dali, começou uma sequência em que o Lobo passou a vencer menos, sofrer mais gols e encontrar dificuldades para transformar o volume de jogo em resultados.
Nos sete compromissos após a invencibilidade, o cenário mudou completamente. O Lobo venceu apenas duas partidas e perdeu outras cinco. Mesmo assim, a boa campanha construída nas primeiras rodadas permitiu que a equipe permanecesse dentro do G-8, ocupando a quinta colocação com 20 pontos, apenas um na frente do primeiro time fora da zona de classificação.
📊 Comparativo da campanha
Até a 6ª rodada
- ✅ 4 vitórias
- 🤝 2 empates
- ❌ 0 derrotas
- ⚽ 10 gols marcados
- 🥅 6 gols sofridos
- 📈 77,8% de aproveitamento
Da 7ª à 13ª rodada
- ✅ 2 vitórias
- ❌ 5 derrotas
- ⚽ 7 gols marcados
- 🥅 11 gols sofridos
- 📉 28,6% de aproveitamento
A queda também aparece na qualidade das chances criadas. Nas seis primeiras rodadas, o Paysandu produzia oportunidades suficientes para marcar, em média, cerca de 1,6 gol por partida. Esse indicador considera fatores como distância, ângulo da finalização e situação do lance para estimar a probabilidade de um chute terminar em gol.
Depois da derrota para o Caxias, essa média caiu para aproximadamente um gol esperado por jogo. Em outras palavras, o time passou a criar menos oportunidades realmente perigosas, enquanto os adversários passaram a chegar com mais frequência em condições favoráveis para finalizar.
No ataque, a produção diminuiu. O Paysandu marcou 10 gols nas seis primeiras rodadas, média de 1,67 por partida. Nos sete jogos seguintes, balançou as redes apenas sete vezes, reduzindo a média para um gol por jogo.
Defensivamente, a diferença foi ainda mais perceptível. Se antes a equipe sofria um gol por partida, depois passou a ser vazada quase uma vez e meia por jogo. Além do aumento nos gols sofridos, cresceram também as finalizações cedidas e as oportunidades claras oferecidas aos adversários.
A queda na eficiência
Embora os indicadores mostrem uma redução na qualidade das oportunidades criadas ao longo da competição, algumas partidas da sequência negativa revelam outro problema: quando conseguiu produzir ofensivamente, o Paysandu também deixou de ser eficiente.
Contra a Inter de Limeira, por exemplo, o Papão terminou com 64% de posse de bola, finalizou 15 vezes e acertou 5 chutes no alvo, mas perdeu por 2 a 1. Diante do Santa Cruz, controlou 73% da posse, arriscou 23 finalizações e marcou apenas um gol, enquanto o adversário foi mais preciso para construir a vitória por 3 a 1.
Na rodada seguinte, contra o Ypiranga, o roteiro voltou a se repetir. O Paysandu produziu mais finalizações, mas não conseguiu balançar as redes e acabou derrotado por 1 a 0.
Esses jogos ajudam a explicar que a queda de rendimento não aconteceu de uma única forma. Na maior parte da sequência negativa, o time passou a criar menos oportunidades claras. Quando conseguiu recuperar parte do volume ofensivo, esbarrou na baixa eficiência nas conclusões e voltou a sofrer com erros defensivos que custaram pontos.
