Em 2023, Pedro Henrique ainda acompanhava o Paysandu como torcedor. Enquanto o clube comemorava o acesso à Série B do Campeonato Brasileiro, o volante estava em Viseu, construindo o caminho que o levaria às categorias de base bicolores.
Três anos depois, a história mudou. Agora profissional do Papão, PH está dentro de campo e pode participar diretamente de uma nova tentativa de acesso. Ele relembra da história até aqui.
Conteúdo Relacionado:
- Paysandu x Brusque já tem mais de 10 mil torcedores garantidos
- Projeções apontam cenário do Paysandu na luta pelo acesso
- Paysandu x Brusque: veja preços e opções de ingressos
- Bruno Bispo é liberado e pode reforçar Paysandu no quadrangular
- Paysandu avança nas obras do CT com a construção dos campos 3 e 4
"Em 2023, eu estava em Viseu e tive a oportunidade de voltar ao Campeonato Paraense Sub-20 pelo Comercial. O Zezão fez parte da minha formação e foi um clube que me abraçou. Eles foram me buscar em Viseu, fiz a competição e o Paysandu viu potencial em mim durante esse período. Vim para a base do clube e também tive uma caminhada muito vitoriosa, graças a Deus, seguindo esse processo de formação com grandes profissionais que têm me ajudado muito", destacou.
De torcedor a protagonista
A relação de Pedro com o Paysandu, porém, não começou quando ele vestiu a camisa profissional. O volante afirma que sempre acompanhou o clube e que agora pretende levar essa identificação para dentro de campo.
"Eu sempre fui torcedor do Paysandu, sempre acompanhei. Vi a festa maravilhosa que todos os jogos e competições têm. Sempre fui mais um torcedor dentro de campo e assim vai ser até o final. Vou dar a vida pelo Paysandu, por amar muito esse clube, por estar jogando, representar e honrar essa camisa", ressaltou.
A possibilidade de viver um acesso que antes acompanhou de longe também mexe com o jogador. Pedro sabe que a ansiedade faz parte do momento, mas entende que o caminho precisa ser construído partida por partida.
"O que a gente sempre sonha é o acesso. É um passo de cada vez: primeiro o acesso e, se Deus quiser, buscar também estar brigando nas finais. Agora é controlar a ansiedade, trabalhar, fazer o que o professor vem pedindo no dia a dia com excelência e se cuidar. Todo mundo precisa estar bem para, quando entrar na partida, poder nos ajudar", ponderou.
Um ano que superou expectativas
Pedro Henrique também está próximo de completar um ano como profissional. A estreia aconteceu em setembro do ano passado, e o volante avalia que o período foi além do que imaginava quando começou a trajetória no futebol profissional.
"Muito feliz pelo trabalho que vem sendo percorrido durante esse tempo. Tenho conversado com meu empresário em relação a isso e, nem nos meus melhores sonhos, eu sonhei em ter uma caminhada tão vitoriosa dentro de um ano, brigando por títulos, pelo acesso e, se Deus quiser, por mais um título também", declarou.
O jogador agora quer transformar a experiência adquirida nesse primeiro ano em maturidade para a reta decisiva da temporada. Para ele, o momento exige aprendizado e concentração para cumprir os objetivos traçados pelo clube.
"Estou muito feliz por ter começado com o pé direito essa caminhada profissional. Agora é amadurecer mais, aprender com o que vem sendo colocado para a gente e conseguir nossos objetivos profissionais dentro do Paysandu", completou.
Seis jogos, seis decisões
Com a primeira fase deixada para trás, Pedro entende que o Paysandu precisa carregar os aprendizados da campanha, mas também começar uma nova etapa. Para o volante, o quadrangular exige uma postura ainda mais concentrada.
"Agora é tirar as coisas boas do que passou e pôr em prática o que o professor vem pedindo e treinando durante a semana. O pensamento é um só: ir em busca do nosso objetivo e encarar todos os jogos como uma final", afirmou.
O volante também acredita que o grupo precisa olhar para os erros cometidos anteriormente para chegar mais preparado às partidas decisivas. Mais do que uma mudança radical, Pedro aposta na união do elenco e no aperfeiçoamento do trabalho.
"Agora é tirar de lição o que teve de errado e aprimorar o que a gente vem fazendo. A gente vai se unir, está unido, o grupo está unido, todo mundo trabalhando por um só objetivo para conseguir esse tão sonhado acesso", comentou.
Para o jogador, não há espaço para pensar além do próximo compromisso. A prioridade é começar o quadrangular somando três pontos e construir o caminho para o objetivo maior do Paysandu.
"Agora é encarar a próxima partida como uma final das seis que vai ter e, se Deus quiser, somar os três pontos, que é o mais importante para a gente agora", finalizou.
