Caio Mello marcou um golaço de falta

O Paysandu fez a parte dele na Curuzu e com gol de Caio Mello, venceu a Ferroviária por 1 a 0, resistindo à pressão no final do segundo tempo e manteve viva a possibilidade de acesso à Série B. Tudo também graças ao empate entre Inter de Limeira e Brusque por 2 a 2.

Mais do que os três pontos, a vitória mostrou um Lobo disposto a lutar até o fim. O time correu, suportou momentos de pressão e não deixou de buscar o ataque, mesmo quando a Ferrinha aumentou o volume e tornou o jogo mais tenso na reta final.

Na última rodada do Quadrangular da Terceirona o Papão visita o Brusque, no Estádio Augusto Bauer, em Santa Catarina, às 17h do próximo sábado (10). No mesmo horário, a Ferroviária recebe a Inter de Limeira. Uma vitória dos bicolores e outra da Locomotiva garantem o acesso do Papão.

Primeiro Tempo:

O Paysandu começou a partida impondo o ritmo na Curuzu e tentando sufocar a Ferroviária desde os primeiros minutos. Logo aos 7, Pablo Alcântara encontrou Kleiton Pego em lançamento, e o atacante bateu cruzado; Ítalo desviou rente à trave.

Apesar da boa presença ofensiva, o Papão ainda demonstrava certo nervosismo em algumas decisões. Pablo Alcântara era o principal articulador, flutuano entre as linhas e aparecendo como opção constante para fazer o time avançar.

Outro ponto positivo foi a recuperação das chamadas segundas bolas, algo que havia faltado em partidas anteriores. Sempre que a Locomotiva afastava a bola da área, volantes e zagueiros do Lobo apareciam para recuperar a posse e manter a equipe no campo de ataque.

A partir dos 20 minutos, porém, a Ferrinha conseguiu equilibrar o confronto e dificultou a atuação dos homens de frente do Papão. O time paraense insistia em lançamentos para Kleiton Pego pela esquerda, mas encontrava menos espaço; depois dos 30, voltou a controlar o meio e retomou o domínio territorial.

A recompensa veio aos 32 minutos. Pablo Alcântara sofreu falta na entrada da área, e Caio Mello cobrou com precisão para marcar um golaço e colocar o Paysandu na frente. Depois do 1 a 0, o Papão controlou a posse, reduziu o ritmo quando necessário e administrou a vantagem sem sofrer sustos, embora ainda buscasse o segundo gol.

Segundo Tempo:

O Papão voltou para o segundo tempo sem mudanças e manteve a marcação adiantada. Kleiton Pego teve uma boa oportunidade na frente da pequena área, mas acabou isolando, enquanto a Ferroviária apostava nos contra-ataques para tentar encontrar o empate.

Aos 14 minutos, Jean Drosny apareceu para salvar o Paysandu em uma grande defesa. A pressão aumentou conforme a partida avançava, principalmente porque a Inter de Limeira vencia o Brusque por 2 a 1 e precisava de mais um resultado positivo para se aproximar do acesso.

Aos 25 minutos, Mazola Júnior ainda não havia feito substituições, e o Paysandu já precisava se defender como podia. A equipe também tentava escapar em contra-ataques, até que veio a notícia que incendiou a Curuzu: o Brusque empatou com a Inter de Limeira aos 26.

O resultado em São Paulo recolocava o Paysandu na briga. Mesmo com uma situação difícil, o Papão chegava à última rodada ainda com chances de acesso, precisando vencer o Brusque fora de casa e torcer por uma vitória da Ferroviária sobre a Inter de Limeira.

Na Curuzu, a tensão aumentou. Aos 30 minutos, Ítalo recebeu dentro da área, fez boa jogada e soltou uma bomba, mas um leve desvio de Dênis Júnior mandou a bola no travessão. Aos 37, Marcinho deixou o campo com dores na coxa para a entrada de Radsley.

O Paysandu seguiu atacando enquanto a Ferroviária partiu para o abafa nos minutos finais. A arbitragem ainda acrescentou sete minutos, aumentando a agonia nas arquibancadas. Aos 47, Kleiton Pego cruzou para Pablo Alcântara, que finalizou na área e parou em defesa de Dênis Júnior.

Aos 48, Mazola colocou Castro e Nico nas vagas de Caio Mello e Ítalo para tentar segurar o resultado. A Ferroviária continuou pressionando, mas o Papão resistiu até o fim e confirmou uma vitória que mantém a equipe viva na Série C. Jean Drosny ainda apareceu duas vezes no final, uma para defender uma finalização desviada e a outra para dar um susto na Fiel Bicolor, ao errar o corte e ver a bola ser desviada por cima do gol.

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