De volta à elite do futebol brasileiro após mais de três décadas, o Clube do Remo ainda enfrenta dificuldades para transformar o tamanho de sua torcida em adesão ao programa de sócios-torcedores. De acordo com o Ranking de Sócios do ge, atualizado neste início de fevereiro, o Leão Azul aparece como o clube da Série A com o menor número de sócios adimplentes.
Segundo o levantamento, o Remo soma atualmente 6.079 sócios ativos no programa Fenômeno Azul, ocupando apenas a 30ª colocação geral entre os clubes das Séries A e B. O time azulino fica à frente apenas de cinco equipes no ranking, número que contrasta com a imagem nacional do clube, conhecido por sua torcida numerosa e pela capacidade de mobilizar grandes públicos em estádios com mais de 50 mil lugares.
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O dado chama ainda mais atenção porque o quadro associativo do clube não apenas permanece modesto, como também apresentou queda. No levantamento anterior, divulgado em 31 de julho de 2025, o Remo contava com 5.628 sócios adimplentes. Em seis meses — período que inclui o acesso à Série A — o clube perdeu 218 associados, mesmo em um momento de maior visibilidade esportiva.
A disparidade se torna mais evidente quando comparada a clubes de menor tradição nacional. O Mirassol, que foi destaque no último Brasileirão ao garantir vaga direta na Libertadores, aparece com 6.500 sócios, mais de mil a mais que o Remo. Entre os clubes que conquistaram o acesso à elite junto com o Leão, a diferença é ainda mais significativa: Coritiba (35 mil), Athletico-PR (33 mil) e Chapecoense (15 mil).
Números do sócio torcedor do Remo não avançam
No recorte das Séries A e B, o Remo aparece à frente apenas de Vila Nova (5.581), Atlético-GO (2.100), Ponte Preta (3.000), Operário-PR (3.271), Londrina (3.100) e Novorizontino (1.479). Athletic-MG e São Bernardo não possuem programa de sócio-torcedor, enquanto o América-MG não divulgou seus números. Entre os clubes da Série A, nenhum outro possui uma base associativa menor que a do Remo.
