O Re-Pa escancarou uma escolha difícil de justificar do lado azulino. Mesmo atuando com um jogador a mais por cerca de 60 minutos, o Clube do Remo terminou a partida com quatro zagueiros em campo e praticamente não conseguiu impor um cenário de sufoco ao Paysandu.

A vantagem numérica existiu no papel, mas quase não se refletiu no jogo, com exceção do momento do empate. As decisões de Juan Carlos Osorio caminharam no sentido oposto ao que o clássico pedia naquele momento para o Filho da Glória e do Triunfo.

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Com o adversário reorganizado, baixando linhas e protegendo a própria área, o Leão manteve uma estrutura excessivamente cautelosa. A entrada de Marllon e Kayky Almeida na metade do segundo tempo não fizeram sentido, já que os azulinos estavam com um jogador a mais e atacando.

O resultado foi um time previsível, lento na circulação da bola e sem agressividade para atacar espaços. Mesmo com posse, o Remo não acelerou o jogo, não empurrou o Paysandu para dentro da área e tampouco obrigou Gabriel Mesquita a intervenções decisivas.

A superioridade numérica virou controle estéril, sem criação e sem risco real. Faltou ousadia. Faltou coragem. Em um clássico que oferecia o cenário ideal para uma postura mais ambiciosa, o Remo optou por não aumentar a força ofensivo, quando deveria ter se imposto.

A presença de quatro zagueiros no fim simbolizou uma leitura conservadora, incompatível com quem tinha o contexto favorável. O Paysandu resistiu com organização e entrega. O Remo, por sua vez, não soube como, ou não quis, transformar a vantagem em vitória. E, em clássicos como o Re-Pa, não atacar quando se tem a faca e o queijo na mão costuma custar caro.

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