O técnico Juan Carlos Osorio saiu do Re-Pa com uma avaliação otimista do desempenho do Clube do Remo, embora o clássico no Mangueirão tenha mostrado um cenário bem mais equilibrado e, em grande parte do tempo, favorável ao Paysandu.

Mesmo atuando com um jogador a mais por cerca de 60 minutos, o Leão Azul pouco produziu ofensivamente e raramente levou perigo real ao gol de Gabriel Mesquita.

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Antes de entrar na análise do jogo em si, Osorio fez questão de exaltar o ambiente do clássico, comparando o Re-Pa a grandes confrontos do futebol mundial. Para o treinador, o espetáculo fora das quatro linhas esteve à altura de clássicos internacionais, ainda que o campo não tenha ajudado.

"Estive em grandes clássicos como Manchester City e United, no México, e o cenário de hoje está nesse nível. As duas torcidas fantásticas. Infelizmente o campo não está nesse nível, mas o espetáculo foi muito bom", destacou.

Dentro de campo, porém, o Remo encontrou dificuldades para transformar posse e superioridade numérica em volume ofensivo. O time só passou a ocupar mais o campo rival após a expulsão de Brian, no fim do primeiro tempo, mas ainda assim teve pouca criatividade, apostando em cruzamentos e sem conseguir desmontar a linha defensiva bicolor.

Mesmo assim, Osorio avaliou que a equipe azulina foi superior por boa parte do confronto e destacou a postura competitiva do elenco, embora tenha reconhecido problemas na conclusão das jogadas.

"Fiquei muito satisfeito com a entrega do time. Competimos lealmente, contribuímos para um bom jogo. Acho que fomos, em 45 ou 60 minutos, superiores ao rival. O que temos que melhorar são as finalizações", disse o treinador.

As escolhas feitas ao longo do segundo tempo chamaram atenção. Com um jogador a mais, Osorio optou por reforçar o setor defensivo, terminando a partida com quatro zagueiros em campo, decisão que reduziu ainda mais o peso ofensivo do Remo no momento em que o jogo pedia ousadia. Ele explicou.

"As mudanças foram para defender as transições, colocar mais jogadores por dentro e defender com atletas rápidos. Por isso terminei com Marllon e Kayky", justificou.

Outro ponto levantado por Osorio foi a preservação de atletas considerados titulares, já projetando o compromisso seguinte da temporada. Segundo ele, a equipe que iniciou o Re-Pa representou bem o clube, mesmo sem força máxima.

"Decidi preservar vários atletas pensando no jogo contra o Atlético Mineiro. Os que estiveram hoje representaram dignamente o Remo", explicou.

Por fim, o treinador reconheceu os méritos do Paysandu, que mesmo em desvantagem numérica conseguiu se organizar, competir e neutralizar o adversário até o apito final.

"O Paysandu é uma boa equipe, com uma ideia diferente da nossa, e executa muito bem essa ideia", concluiu.

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