A atuação da arbitragem de Matheus Delgado Candançan (SP) foi o principal assunto após o empate em 3 a 3 entre Atlético-MG e Clube do Remo, pela terceira rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, na Arena RMV, na noite da última quarta-feira (11).
Dois lances capitais contra o Leão Azul provocaram forte reação dentro e fora de campo. O primeiro episódio ocorreu quando o placar estava 1 a 1. Leonel Picco balançou a rede e empatou a partida, mas o gol foi anulado após revisão do VAR. A cabine identificou um toque no braço de João Pedro na origem da jogada, entendendo que houve ação irregular antes da finalização do argentino.
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No áudio divulgado, o árbitro inicialmente sustentou a legalidade do lance. "Eu já falei que para mim é disputa sem falta", afirmou. O VAR, porém, alertou: "Pega no braço direito. Ele faz um movimento adicional e a bola pega no braço".
Após a recomendação de revisão, Candançan foi ao monitor e mudou a decisão. "Ele faz um movimento de enrijecer o braço e abre quando vê que a bola vai passar, fazendo um toque lateral. Há um braço antinatural, uma mão sancionável. Vou anular o gol e voltar com falta para a defesa, sem cartão", concluiu.
O segundo momento de contestação veio já na reta final. Com o Leão vencendo por 3 a 2, Gustavo Scarpa recebeu, cortou Léo Andrade e cruzou para Dudu empatar. Os azulinos pediram impedimento, mas o VAR traçou as linhas e validou o lance. "Gol checado, gol confirmado, o jogador estava habilitado", informou a cabine.
Após o apito final, o Clube do Remo divulgou nota manifestando "profunda preocupação e inconformismo" com a arbitragem de Candançan e do VAR Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP). O clube classificou como "graves equívocos" decisões que teriam impactado diretamente o resultado.
Entre os pontos destacados, o Clube de Periçá cita o gol anulado "sem justificativa técnica consistente", o empate do Atlético em "posição clara de impedimento" e ainda um lance no terceiro gol azulino em que o goleiro adversário, segundo o clube, deveria ter sido expulso por impedir oportunidade clara de gol.
A diretoria informou que adotará medidas junto às instâncias competentes e cobrará análise formal dos lances. O clube reforçou que respeita a arbitragem, mas defendeu maior critério e uniformidade no uso do VAR.
Além de Candançan, a equipe de arbitragem contou com Neuza Inês Back (SP) e Luís Carlos de França Costa (RN) como assistentes, Rodrigo Guarizo no VAR e João Vítor Gobi (SP) como quarto árbitro.
Com o empate, o Atlético Mineiro aparece na 14ª colocação, com dois pontos em três jogos. O Remo é o 15º, também com dois pontos, ambos ainda em busca da primeira vitória. Na parte de cima, São Paulo e Bahia lideram com sete pontos, enquanto o Corinthians é o lanterna, sem pontuar.
