Em uma cidade onde o futebol ultrapassa as quatro linhas e se mistura com a rotina dos torcedores, a identificação entre atleta e clube costuma ser construída com o tempo. No Clube do Remo, essa conexão parece ter acontecido de forma intensa e rápida com o atacante Diego Hernandez. Emprestado pelo Botafogo de Futebol e Regatas, o uruguaio não esconde o desejo de permanecer em Belém, e resume a relação com uma frase marcante: “Belém é Remo”.
Em entrevista ao canal do clube, o camisa 33 revelou o impacto que teve ao chegar na capital paraense. “Quando cheguei, aqui me impressionou. A torcida é muito passional. Eu sabia que no Brasil a torcida é muito passional, mas quando é uma cidade que vive por um time, aí não tem como. Belém é Remo. Onde eu vou, no mercado, no shopping, sempre tem alguém com a camisa do Remo”, afirmou.
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Diego também destacou a gratidão que sente pelo clube e pela torcida. “Sou muito grato, muito mesmo. Eu levo o clube na pele”, disse o atacante, que soma 18 partidas, três gols e duas assistências nas últimas duas temporadas pelo Leão.
O número escolhido pelo jogador também carrega significado especial. A camisa 33 faz referência aos “33 Orientais”, marco histórico do Uruguai, além de representar uma homenagem ao pai e aos irmãos. “Meu pai sempre nos ensinou a viver nossa própria vida, a sonhar nossos próprios sonhos. Eu carrego isso comigo”, contou. Ele complementa que entende a importância do número para o clube, que faz alusão ao tabu de 33 jogos de invencibilidade sobre o maior rival.
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Vai ficar em definitivo?
Enquanto declara publicamente o desejo de seguir no Baenão, a permanência do atacante depende de questões extracampo. O Remo manifestou interesse na contratação em definitivo, mas uma decisão judicial que afeta operações envolvendo a SAF do Botafogo suspendeu temporariamente negociações, incluindo transferências e empréstimos.
A medida visa proteger o patrimônio do clube carioca e, até que seja revista, impede a conclusão do acordo. Internamente, a indefinição gera cautela no planejamento esportivo.
Mesmo diante do cenário incerto, Diego Hernández deixa clara a identificação construída em pouco tempo. Em uma capital onde o azul-marinho domina as ruas, segundo o uruguaio, o sentimento que move a cidade reforça: "Belém é Remo'.
