Apesar da classificação repleta de emoções por conta da vitória heroica do Clube do Remo diante do Cametá no último domingo (22), pelo placar de 3 x 2, dentro do Parque do Bacurau, um lance inusitado marcou o confronto válido pela semifinal do Campeonato Paraense. Já nos acréscimos do primeiro tempo, o zagueiro Kayky Almeida tentou recuar a bola para o goleiro Marcelo Rangel, mas errou o passe e acabou marcando um golaço contra, colocando o Cametá em vantagem por 1 a 0.

O gol contra gerou forte repercussão nas arquibancadas e nas redes sociais. A principal dúvida levantada por torcedores foi sobre a decisão de Marcelo Rangel dentro da área. Ao perceber o erro do companheiro, o camisa 1 tentou resolver a jogada de cabeça, o que levou a questionamentos: ele poderia ter usado as mãos? Haveria infração ou até expulsão caso tocasse na bola de tal forma?

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O que diz a regra

De acordo com a regra do futebol, quando há um recuo deliberado de um companheiro, o goleiro comete infração apenas se dominar a bola com os pés e, em seguida, utilizá-la com as mãos. No entanto, se ele chutar ou ao menos tentar chutar a bola, passa a ter o direito de segurá-la com as mãos na sequência, sem que haja irregularidade.

Existe uma interpretação popular de que um simples erro técnico já descaracterizaria a infração. Contudo, esse entendimento não está previsto no texto oficial da regra. Assim, mesmo que Marcelo Rangel tivesse tentado o chute e errado — como em um “furo” — a arbitragem consideraria a ação como tentativa de jogar com os pés, o que permitiria o uso das mãos posteriormente, sem marcação de falta, cartão ou expulsão.

Repercussão e posicionamento

Ainda no intervalo da partida, Marcelo Rangel comentou o lance e lamentou o erro no momento em que o Remo era superior na partida. “As melhores chances do primeiro tempo foram nossas. Tivemos quatro, cinco oportunidades e não fizemos. Naquela recuada infeliz, acabamos sofrendo o gol”, declarou o goleiro. O episódio rapidamente ganhou destaque entre torcedores e levantou debates sobre a aplicação da regra.

Rangel tentou usar a cabeça, mas não conseguiu, contudo, essa ação não é considerada uma infração, se conseguisse parar ou desviar a bola desta forma a equipe não seria penalizada.

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