Fora da partida diante do Internacional, na última quarta-feira (25), por conta de um desconforto no joelho esquerdo após o jogo contra o Cametá Sport Club, o meia-atacante Diego Hernández esteve no Mangueirão para acompanhar o empate em 1 a 1 do Remo. Mesmo fora de campo, o uruguaio chamou a atenção da torcida.
Em uma imagem publicada nas redes sociais, o camisa 33 apareceu sentado em um cooler — objeto que tem sido utilizado como “cadeira” pelo técnico Juan Carlos Osorio em diversas partidas. A cena gerou curiosidade entre os torcedores e aumentou as especulações sobre o momento vivido pelo jogador no clube em razão de sua permanência ainda não estar totalmente garantida, pelo menos até o fim da competição nacional.
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Negociação enfrenta entraves
Apesar do desejo do atleta de seguir em Belém e de um acordo já encaminhado com o Botafogo de Futebol e Regatas, clube que detém seus direitos econômicos, o contrato ainda não foi assinado. Logo após a partida disputada ontem no Mangueirão, ao ser entrevistado pelo repórter Nelson Torres, o presidente azulino, Antônio Carlos Teixeira, explicou o cenário:
“Primeiro que o Diego tem contrato com o Remo até junho. Logicamente temos conversado com o empresário e o jogador no sentido de estender o contrato ou uma possível compra do Remo junto ao Botafogo pelos direitos econômicos do jogador, mas isso tudo tem que ser feito dentro de uma realidade financeira do clube. Então, isso está a cargo do nosso diretor executivo, que está negociando para que a concretização seja o mais breve possível.”
O dirigente também apontou os principais entraves:
“Não é só a compra, não é só o salário, existe uma série de outras situações que é um pouco exagerado para os padrões do Clube do Remo na atualidade. Mas o jogador tem interesse em ficar, nós temos interesse na permanência. O Diego é um baita caráter e jogador, e vamos encontrar um denominador comum para que ele fique conosco por mais tempo.”
Acordo encaminhado, mas indefinido
Na semana passada, o DOL divulgou que Remo e Botafogo já teriam chegado a um acordo, fixando o valor de compra em 200 mil dólares (cerca de R$ 1 milhão) por um contrato de três temporadas. A situação ganhou ainda mais repercussão após uma publicação de agradecimento feita por Diego aos torcedores azulinos, o que gerou especulações sobre uma possível despedida.
Internamente, no entanto, a negociação segue em andamento, sem definição. Diego chegou ao Remo em julho de 2025 e rapidamente se identificou com o clube e com a cidade. Adaptado a Belém, o uruguaio deseja permanecer. A família do atleta, inclusive, planeja que sua filha nasça na capital paraense, reforçando o vínculo criado com a torcida.
Mudanças internas impactaram tratativas
As conversas para a permanência definitiva começaram em dezembro de 2025. Os agentes do jogador, Daniel Kozik e Javier Modernell, iniciaram negociações com o Botafogo e com a antiga gestão do futebol azulino. Daniel Kozik esteve em Belém no dia 23 de janeiro para finalizar os termos do acordo. No entanto, no dia seguinte, houve mudança no comando do departamento de futebol, o que impactou o andamento das tratativas.
Segundo o estafe do atleta, as bases estavam alinhadas para um contrato de três anos, restando apenas ajustes finais. Com a reformulação interna, novas reuniões foram realizadas, mas sem avanço concreto até o momento. A responsabilidade pela negociação passou ao novo diretor de futebol, e o futuro de Diego Hernández segue indefinido — enquanto a torcida aguarda por um desfecho positivo.
