O empate em 1 a 1 entre Clube do Remo e Palmeiras, pela 15ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, ficou marcado por decisões do VAR que incendiaram o Mangueirão no último domingo (10).
Ao todo, foram três momentos decisivos. O primeiro envolveu um possível pênalti reclamado pelo Leão Azul após cruzamento de Patrick, em que a bola toca no braço de Marlon Freitas.
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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ainda não divulgou o áudio e as imagens desse lance específico. Já os outros dois episódios tiveram o diálogo entre arbitragem e cabine tornado público.
O segundo lance foi a expulsão do volante Zé Ricardo. Inicialmente advertido com cartão amarelo após entrada em Andréas Pereira, o jogador remista teve a decisão revista após recomendação da equipe de vídeo.
Na cabine, o entendimento foi de que não havia disputa de bola no momento do contato. A avaliação técnica apontou para conduta violenta, conforme a Regra 12 das Regras do Jogo (IFAB/FIFA 2025/26).
A partida foi comandada pelo árbitro Rafael Rodrigo Klein (RS), responsável pelas decisões de campo no Mangueirão, enquanto o árbitro de vídeo foi Rafael Traci (SC), que conduziu as revisões na cabine do VAR nos lances mais polêmicos do confronto.
Diálogo sobre a expulsão de Zé Ricardo
- AVAR: Ele empurra?
- VAR: Não. Ele foi com o joelho.
- Árbitro: Estava na disputa da bola?
- VAR: Não. Não estava em disputa. Ele dá com o joelho na lombar do jogador. Para mim, não é penalidade, e sim conduta violenta.
- VAR: Rafa, eu te recomendo revisão para possível cartão vermelho por conduta violenta.
- VAR: O jogador de branco toca e recebe uma joelhada nas costas.
- Árbitro: Consegue dar um looping um pouco maior para mim?
- VAR: Abre mais o looping. Abre mais a tela.
- Árbitro: Perfeito, Traci. O jogador de branco está de costas, faz o passe, a bola já não está mais em disputa, e o jogador de número 55 dá uma joelhada nas costas do jogador número 8. Vou trocar a minha decisão de cartão amarelo para cartão vermelho para o jogador de número 55.
O terceiro lance envolveu o gol marcado por Bruno Fuchs, posteriormente anulado. A revisão indicou toque de mão na fase de posse ofensiva (APP) que originou a jogada do gol.
Na análise, o VAR entendeu que a bola bateu no braço do atacante Flaco López antes de sobrar para a finalização do zagueiro.
Veja a conversa divulgada:
- VAR: Bate direto na mão e vai para frente. Vou chamar ele. Mão e APP. Rafa, me escuta. Vou recomendar revisão de uma possível mão do jogador de branco.
- VAR: Estou soltando o vídeo para ver que a bola bate na mão e vai para o atacante.
- AVAR: Dá um zoom na mão.
- Árbitro: Eu já visualizei aqui. Através desse braço, a bola sobra para o jogador fazer o gol. Estou anulando o gol por mão sancionável (toque deliberado ou por um posicionamento antinatural do braço/mão que interfere no jogo).
Com o resultado, o Palmeiras segue na liderança, com 34 pontos em 15 jogos, mantendo vantagem sobre Flamengo (30) e Fluminense (27). O Remo aparece na 19ª posição, com 12 pontos, dentro da zona de rebaixamento.
Agora, o Leão Azul volta as atenções para a Copa do Brasil. A equipe enfrenta o Bahia na quarta-feira (13), às 21h30, no Mangueirão, pelo jogo de volta, após vitória por 3 a 1 em Salvador.
Já pelo Brasileirão, o próximo compromisso será contra a Chapecoense, no domingo (17), às 18h30, na Arena Condá, pela 16ª rodada, em duelo que coloca frente a frente o lanterna e o vice-lanterna.
