Em meio à pressão na Série A do Campeonato Brasileiro, o Clube do Remo começa a dar sinais claros de evolução. Nos últimos cinco jogos pelas competições nacionais, o time somou duas vitórias importantes na Copa do Brasil, uma vitória e um empate no Brasileirão, além de uma derrota em que produziu mais que o adversário.
Mais do que os resultados, o que anima é o padrão que começa a se repetir. A formação do 4-2-3-1 implementado por Léo Condé deixou de ser apenas um desenho no papel e virou comportamento coletivo, mas com ressalvas para as apresentações individuas de Patrick e Alef Manga.
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O Remo sabe quando baixar linhas, quando acelerar pelos lados e, principalmente, como competir. Mesmo com menos posse contra adversários mais fortes e de maior investimento, tem sido um time mais organizado e perigoso.
Bahia 1 x 2 Remo (Copa do Brasil): maturidade sob pressão
Na classificação sobre o Bahia no Mangueirão (2 a 1, agregado 5 a 2), o Remo teve apenas 40% de posse, mas foi cirúrgico. Foram duas grandes chances e as duas convertidas. Sofreu, é verdade, mas resistiu com 15 desarmes, 13 interceptações e 24 cortes.
Marcelo Rangel voltou a ser decisivo com seis defesas. Patrick marcou e foi o jogador que equilibrou o meio-campo com qualidade no passe (81% de acerto) e presença defensiva. Já Alef Manga, mesmo sem balançar as redes, deu assistência, criou grande chance e percorreu mais de 250 metros em conduções, um desafogo constante.
Remo 1 x 1 Palmeiras: competitividade contra gigante
Contra o Palmeiras, o Remo teve 34% de posse, mas criou duas grandes chances e mesmo com menos posse, conseguiu gerar oportunidades de gol em nível semelhante ao do adversário. A postura foi de bloco médio, linhas compactas e transição rápida.
Alef Manga marcou logo com um minuto e mostrou oportunismo. Patrick foi intenso: 83% de acerto nos passes, participação defensiva consistente e equilíbrio na saída. Mesmo com um jogador a menos em parte do jogo, o time não se desorganizou.
Botafogo 1 x 2 Remo: eficiência fora de casa
Talvez o jogo mais emblemático da sequência. Mesmo com menos posse (42%), o Remo foi mais perigoso que o Botafogo e criou as melhores chances da partida. Finalizou mais e com mais qualidade.
Alef Manga foi decisivo outra vez: gol, 209 metros em conduções e 122 metros de progressão com bola. Patrick teve atuação completa, com 62 ações com a bola, três finalizações, participação defensiva forte e liderança técnica. O Remo mostrou que sabe sofrer, mas também sabe ferir.
Remo 0 x 1 Cruzeiro: derrota que indicava evolução
Apesar da derrota, o Remo foi quem mais atacou. Criou muito mais perigo que o Cruzeiro e finalizou mais que o adversário.
Patrick foi o motor ofensivo, com 71 ações com a bola e 91% de precisão nos passes. Faltou eficiência, algo que viria a aparecer nos jogos seguintes. A atuação, ainda que sem vitória, já sinalizava crescimento.
Bahia 1 x 3 Remo (Copa do Brasil - ida): onde tudo começou a melhorar
Na Arena Fonte Nova, o Remo ficou pouco com a bola (32%), mas foi extremamente eficiente. Apostou nas transições rápidas, defendeu com firmeza e aproveitou as chances que criou.
Alef Manga saiu do banco para marcar e confirmar o plano de jogo. Patrick foi seguro na circulação, com 92% de acerto nos passes. O time mostrou maturidade para jogar sem a bola e agressividade quando a recuperava.
O que mudou com Léo Condé?
O Remo passou a competir melhor com o tempo que o treinador ganhou, mesmo quando os resultados não estavam vindo, a equipe afundava no Brasileirão, mas a paciência trouxe resultado. A equipe aceita ter menos posse, mas não abre mão de organização. O 4-2-3-1 funciona com:
- Laterais equilibrando apoio e recomposição (Marcelinho e Mayk);
- Zé Welison dando sustentação na primeira linha;
- Patrick como elo entre defesa e ataque;
- Alef Manga atacando espaços e puxando transições;
- Defesa mais protegida, com Tchamba firme e Marcelo Rangel seguro.
- Não é um time que controla o jogo com bola, mas controla espaços. E isso tem feito diferença.
Destaques da fase
🔥 Alef Manga
- 3 gols nos últimos 5 jogos
- 1 assistência
- Alto volume de conduções e progressões
- Participação constante nas transições
- Ele virou a válvula de escape do time. Ataca profundidade, cria chances e mantém intensidade até o fim.
🎯 Patrick
- Regularidade técnica
- Alto índice de acerto nos passes
- Participação defensiva ativa
- Capacidade de chegada na área (gol contra o Bahia)
- Patrick é o termômetro. Quando ele está bem, o Remo flui.
O cenário na Série A
O Remo ainda é vice-lanterna, com 12 pontos em 15 jogos. São apenas duas vitórias, 16 gols marcados e 25 sofridos, fincando com a segunda pior defesa da competição. A distância para o primeiro time fora do Z-4 é de seis pontos.
Mas o momento é outro. A equipe mostra padrão, competitividade e confiança. A classificação na Copa do Brasil reforça o ambiente para que os jogadores sigam trabalhando com tranquilidade.
O próximo desafio é direto: Chapecoense, lanterna com nove pontos, domingo (17), às 18h30, na Arena Condá. Pode ser o jogo que transforma evolução em reação concreta.
