A vitória do Remo sobre o São Paulo, no último domingo (31), marcou não apenas o encerramento do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, mas também a despedida de alguns jogadores do elenco azulino. Entre eles, o uruguaio Diego Hernández, um dos atletas mais queridos pela torcida, que deixará o clube ao fim de seu contrato de empréstimo.
Em entrevista ao jornalista Pedro Garcia, do Portal Cidade 91, o diretor executivo do Leão, Luís Vagner Vivian, detalhou os motivos que impediram a permanência do camisa 33 em Belém. “O contrato de empréstimo do Diego termina no meio da temporada, até 30 de junho, um formato difícil de fazer contratos no meio da temporada, que sempre fica uma situação mais sensível", afirmou.
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O executivo destacou que Diego perdeu espaço na equipe ao longo da temporada e que o clube tem adotado uma política de maior controle dos gastos. "A gente não entrou em acordo na negociação quando a gente fez um tempo atrás, tentou a negociação antecipar essa compra dele. No dia a dia, ele foi perdendo um pouco de espaço na disputa por vaga no elenco”, afirmou o dirigente.
Luís Vagner Vivian, explicou que o clube tentou antecipar uma negociação para adquirir os direitos do atleta em definitivo, mas não houve acordo entre as partes. "Diante disso, temos que colocar na balança, pois precisamos colocar o custo-benefício para agirmos com responsabilidade e buscarmos contratações pontuais para o clube", concluiu o executivo de futebol do Remo.
Trajetória no Leão
Contratado por empréstimo junto ao Botafogo no meio da temporada passada, o atacante teve papel relevante na campanha que culminou com o acesso do clube e rapidamente conquistou a identificação da torcida. O momento mais emblemático de sua passagem aconteceu na Série B do ano passado, quando marcou o gol da vitória no clássico contra o Paysandu.
O lance o transformou no primeiro jogador a balançar as redes do maior rival vestindo a camisa 33 do Remo, feito que ajudou a consolidar seu status de xodó da torcida. Diego disputou exatamente 33 partidas, marcou três gols e distribuiu três assistências. Os números simbolizam uma trajetória de entrega e identificação com o clube, fatores que ficaram evidentes na despedida emocionante protagonizada no Mangueirão.
