O crescimento do Clube do Remo dentro de campo tem sido acompanhado por uma evolução expressiva fora dele. Embalado pelos acessos conquistados nos últimos anos e por uma gestão voltada ao equilíbrio financeiro, o Leão Azul alcançou um novo patamar econômico. De acordo com o balanço financeiro referente a 2025, o clube paraense registrou números históricos em receita e patrimônio, consolidando-se entre as principais forças financeiras do futebol brasileiro.
O Clube do Remo vive um dos momentos mais sólidos de sua história financeira. Segundo dados do balanço de 2025, o patrimônio líquido azulino atingiu R$ 318 milhões, valor que coloca o Leão entre os oito maiores clubes da Série A nesse indicador. As informações foram apresentadas pelo gerente de governança, orçamento e controle interno, Antônio Cabral, durante participação no programa "Conversa com o Leão", da Rádio Clube do Pará.
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O levantamento revela uma evolução significativa das contas do clube nos últimos anos, impulsionada principalmente pelos acessos conquistados nas competições nacionais. Em 2025, o Remo registrou uma receita de R$ 82,9 milhões, a maior de sua história recente, conforme divulgado no balanço financeiro O valor representa um crescimento expressivo em relação a 2022, quando o clube arrecadou R$ 21,3 milhões. Em apenas três anos, o faturamento praticamente quadruplicou.
Segundo Antônio Cabral, o cenário atual é resultado de uma política de controle financeiro e regularização das obrigações fiscais. “O Remo vem fazendo o controle a nível tributário. Hoje nós temos totalmente parceladas ou pagas todas as dívidas que o Remo tinha com a Fazenda Nacional. O clube possui uma saúde financeira muito boa, o que aumenta ainda mais a responsabilidade da gestão, principalmente em relação ao fair play financeiro”, destacou.
As fontes de receita do Clube do Remo
Entre as principais fontes de receita em 2025, a bilheteria liderou a arrecadação com R$ 28,2 milhões. Em seguida aparecem os valores obtidos com marketing e patrocínios, que renderam R$ 23,6 milhões. Os direitos de transmissão contribuíram com R$ 8 milhões, enquanto o programa de sócio-torcedor gerou R$ 6,5 milhões aos cofres azulinos. Outro dado que chama a atenção é a valorização patrimonial do clube.
Em 2022, o patrimônio do Remo era avaliado em R$ 156 milhões. Após um processo de reavaliação patrimonial e crescimento institucional, o valor mais que dobrou, alcançando os atuais R$ 318 milhões. “Nós estamos praticando desde 2025 a reavaliação patrimonial. O patrimônio do clube passou para R$ 318 milhões, sendo que há pouco tempo era de R$ 156 milhões. Muitos clubes, por terem endividamento elevado, acabam deixando de realizar esse processo. O Remo hoje conquistou uma posição compatível com clubes da Série A”, afirmou Cabral.
Fortalecimento financeiro
O fortalecimento financeiro também colocou o clube paraense à frente de equipes tradicionais do futebol brasileiro em patrimônio líquido. De acordo com o levantamento, o Remo supera clubes como Atlético-MG, Grêmio, Fluminense, Vasco e Corinthians nesse quesito. A evolução econômica acompanha a trajetória esportiva do Leão. Depois de permanecer na Série C em 2022 e 2023, o clube conquistou acessos consecutivos, chegando à Série A em 2026.
O impacto do novo cenário já é perceptível nas receitas da atual temporada. Somente com partidas como mandante na elite nacional, o Remo já ultrapassou a marca de R$ 10 milhões em renda líquida. Para 2026, a diretoria trabalha com uma previsão orçamentária de aproximadamente R$ 220 milhões, reforçando a expectativa de continuidade do crescimento financeiro e institucional do clube.
