O retorno do Campeonato Brasileiro após a pausa para a Copa do Mundo recoloca o Clube do Remo em um cenário que vai além da disputa por pontos na Série A. Os números da temporada mostram que a presença da torcida no Mangueirão tem impulsionado a arrecadação do clube, consolidando a bilheteria como uma das principais fontes de receita do futebol azulino, refletida tanto na arrecadação com a bilheteria quanto nos índices de ocupação do estádio.
Segundo o perfil Somos Clubistas, no recorte exclusivo do Campeonato Brasileiro, o Leão registra média de 25.738 torcedores por partida, ocupando a 12ª colocação entre os clubes da Série A. Esse público representa uma taxa média de ocupação de 55,57% da capacidade utilizada em seus jogos como mandante, índice que demonstra a regularidade da presença do torcedor no Mangueirão.
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Quando o levantamento considera toda a temporada de 2026, somando Campeonato Paraense, Copa Verde, Copa do Brasil e Série A, o Remo aparece na 13ª posição em média de público, com 19.280 torcedores por jogo, e ocupa a 14ª colocação em taxa de ocupação, registrando 49,71%.
Os números mostram que, mesmo disputando competições que tradicionalmente atraem menos público do que o Campeonato Brasileiro, o clube conseguiu manter uma presença consistente nas arquibancadas ao longo da temporada.
Com boa parte dos jogos da Série A ainda por disputar no segundo semestre, a expectativa é que tanto a arrecadação quanto os índices de público e ocupação continuem crescendo, reforçando o papel da torcida como um dos principais patrimônios esportivos e financeiros do Remo.
O próximo compromisso do Leão Azul como mandante será no próximo domingo, dia 26 de julho, contra o Vitória, pela primeira rodada do returno do Campeonato Brasileiro, às 19h30. Antes, os azulinos enfrentam o Corinthians, em São Paulo, pela 19ª rodada, na próxima quinta-feira (23), também às 19h30.
Série A já responde por mais de 80% da receita
O reflexo do retorno à Série A também aparece nas contas do Remo. Dos R$ 18,28 milhões arrecadados em renda bruta nas 17 partidas como mandante disputadas em 2026, cerca de R$ 15 milhões foram gerados apenas nos nove jogos da Série A.
Na prática, isso significa que aproximadamente 82% de toda a arrecadação bruta com bilheteria da temporada veio exclusivamente do Campeonato Brasileiro.
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Após o desconto de despesas com aluguel do estádio, arbitragem, taxas, segurança e operação das partidas, o Remo manteve R$ 11,05 milhões de renda líquida. Desse total, R$ 10.020.153,46 foram obtidos apenas com os jogos da Série A. Assim, mais de 90% da renda líquida do clube em 2026 foi gerada pelo Brasileirão.
Os números mostram como o retorno à elite ampliou o potencial de arrecadação do Remo. Além do maior interesse do torcedor, a presença de adversários de maior apelo nacional e o aumento da visibilidade da competição transformaram a Série A na principal fonte de receita do clube neste primeiro semestre.
Outro levantamento do Somos Clubistas reforça esse cenário. O Remo ocupa a 7ª colocação no ranking de renda líquida da Série A, à frente de clubes de maior tradição e capacidade financeira. Em apenas nove partidas como mandante pelo Brasileirão, o Leão já ultrapassou R$ 10 milhões de renda líquida, consolidando a bilheteria como um dos principais pilares financeiros da temporada.
