A luta contra o rebaixamento ganha mais um capítulo nesta quarta-feira (29), quando Mirassol e Clube do Remo se enfrentam pela 21ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. Separadas por apenas um ponto na tabela, as equipes fazem um confronto direto que pode alterar a configuração do Z-4.
No primeiro turno, o duelo ficou marcado pelo gosto amargo para o torcedor azulino. O Leão Azul de Antônio Baena chegou a abrir 2 a 0 no Mangueirão, mas sofreu o empate por 2 a 2 nos minutos finais, desperdiçando dois pontos importantes.
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Agora, o cenário é diferente. O Filho da Glória e do Triunfo chega embalado pela vitória sobre o Vitória, enquanto o Mirassol vem de empate contra o Vasco em São Januário e agora tenta aproveitar o fator casa para deixar a zona de rebaixamento.
Momento das equipes
O retrospecto recente mostra campanhas parecidas, mas com uma pequena vantagem para o Remo. Nos últimos cinco jogos, o Leão alternou resultados, mas venceu três vezes (V, D, V, D, V). Já o Mirassol somou duas vitórias, dois tropeços e um empate (D, V, D, V, E).
Na classificação, a diferença também é mínima. Os azulinos ocupam a 18ª posição, com 21 pontos em 20 jogos, enquanto o Leão Caipira aparece em 19º, com 20 pontos, mas ainda com uma partida a menos.
Ataques parecidos, estilos diferentes
Os números mostram equilíbrio na produção ofensiva. O Remo marcou 23 gols, contra 21 do Mirassol, e tem média de 1,2 gol por partida, ligeiramente superior aos 1,1 do adversário.
Apesar disso, o Leão da Alta Araraquarense constrói mais o jogo. A equipe paulista tem 50,6% de posse de bola, contra 42,3% do Leão Azul, além de trocar mais passes, com média de 344 acertos por jogo, enquanto os paraenses registram 263.
O time paulista também finaliza um pouco mais no alvo (4,5 chutes certos por partida, contra 4,0 do Remo) e cria mais grandes oportunidades (2,0 contra 1,8).
Defesa azulina é mais exigida
Se o Mirassol controla mais a bola, o Remo compensa com intensidade defensiva. O Leão Azul lidera alguns fundamentos importantes, como desarmes (15,5 por jogo), interceptações (9,5) e cortes (28,9).
Esses números ajudam a explicar outro dado importante: Marcelo Rangel é o goleiro com mais defesas da Série A, reflexo da pressão sofrida pela equipe ao longo do campeonato.
Por outro lado, o Mirassol sofreu menos gols (26 contra 32) e tem média defensiva ligeiramente melhor (1,4 gol sofrido por jogo, contra 1,6 do Remo).
Um jogo que vale mais do que três pontos
A partida representa muito mais do que uma vitória comum. Se vencer, o Remo pode ultrapassar adversários diretos e sair da zona de rebaixamento, ganhando força na luta contra o Z-4 e consolidando uma boa fase.
Do outro lado, o Mirassol tenta transformar o fator casa em vantagem para sair da penúltima colocação e, quem sabe, também da zona, ainda com um jogo a menos no calendário.
Depois do empate dramático no Mangueirão, o reencontro promete ser novamente equilibrado. Desta vez, porém, cada detalhe pode fazer a diferença na briga pela permanência na elite do futebol brasileiro.
