A paciência virou oportunidade para Leonel Picco. Depois de passar meses alternando entre o banco de reservas e entradas durante as partidas, o volante argentino começa a viver um novo momento no Clube do Remo. Com atuações mais consistentes e maior participação no time titular, o jogador se tornou uma das principais alternativas de equilíbrio no meio-campo azulino na reta decisiva da Série A do Campeonato Brasileiro.
Mesmo na derrota por 2 a 1 para o Mirassol, resultado que manteve o Leão próximo da zona de rebaixamento, Picco foi um dos poucos jogadores a receber avaliações positivas. O argentino teve bom desempenho principalmente no primeiro tempo, quando conseguiu interromper avanços do adversário, recuperar bolas e contribuir na construção das jogadas.
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A boa atuação foi coroada ainda na etapa inicial, quando Picco marcou o gol do Remo."Muito contente. Trabalhei muito para ganhar a vaga como titular. Comemorei o gol em homenagem aos meus pais que estão na Argentina", disse o meia. Apesar do resultado negativo, a atuação de Picco reforçou a importância do jogador para o funcionamento da equipe. Não por acaso, o volante foi eleito o melhor jogador da partida.
O desempenho do argentino também evidenciou um contraste dentro da equipe. Enquanto Picco ganhou confiança e espaço, o Remo voltou a apresentar uma fragilidade que precisa ser corrigida rapidamente: a bola parada defensiva. Os dois gols sofridos diante do Mirassol saíram em cobranças de escanteio, um problema que pode custar caro em uma competição marcada pelo equilíbrio.
Mudança de cenário no Baenão
A fase atual representa uma virada na trajetória do argentino dentro do clube. Desde sua chegada ao Baenão, a partir da segunda rodada da Série A, Picco viveu momentos de instabilidade na equipe titular. Em algumas partidas começou jogando, em outras entrou apenas no decorrer dos jogos e também chegou a ficar fora das opções do treinador.
Ao todo, o volante participou de 18 partidas pelo Remo desde que foi contratado. Nesse período, a equipe conquistou cinco vitórias, cinco empates e oito derrotas, com 21 gols marcados e 27 sofridos. Nas duas únicas partidas em que Picco não participou — contra Vasco e Bragantino —, o Remo marcou apenas três gols e sofreu cinco, números que ajudam a mostrar a influência do jogador no equilíbrio do setor, embora não possam ser analisados como responsabilidade individual pelos resultados.
Resposta em campo
O momento vivido pelo argentino, porém, indica uma evolução dentro do elenco. Com duas atuações consistentes em sequência, Picco começa a justificar a confiança da comissão técnica e se transforma em uma das peças mais importantes do meio-campo azulino para a reta final da Série A. O crescimento do volante representa uma alternativa para um Remo que precisa encontrar soluções rapidamente para reagir na competição.
