O empate por 2 a 2 com o Atlético-MG expôs dois Clube do Remo diferentes no Mangueirão. A equipe teve enormes dificuldades para competir no primeiro tempo, mas mudou a postura depois do intervalo e conseguiu buscar um resultado que parecia distante ao fim dos 45 minutos iniciais.
A diferença aparece de forma objetiva nos números. Na primeira etapa, o Galo teve 73% de posse de bola e 390 passes certos, contra 27% e 117 passes do Leão. O cenário mostrava um Atlético com maior controle da partida, enquanto o Remo buscava acelerar as jogadas quando recuperava a bola.
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Mesmo com menos posse, os paraenses não deixaram de ameaçar. Foram seis finalizações contra cinco do Atlético, mas apenas duas bolas no alvo para cada lado. O problema azulino esteve mais na dificuldade para sustentar a posse e sair da pressão do adversário do que na falta de iniciativa para atacar.
O problema, portanto, não estava apenas na quantidade de posse, mas na maneira como os azulinos se comportavam sem ela. A equipe recuou excessivamente depois do gol de Jajá e permitiu que o adversário circulasse a bola com liberdade, especialmente pelo lado direito.
Depois do intervalo, a história mudou. O Remo passou a ter 59% de posse de bola, finalizou seis vezes e criou mais oportunidades, enquanto o Atlético ficou com 41% da posse e teve apenas cinco finalizações. A mudança mostrou uma equipe azulina muito mais agressiva e presente no campo ofensivo.
A mudança também teve relação direta com as substituições de Léo Condé. David Braga e Alef Manga entraram no intervalo, enquanto Yago Pikachu foi deslocado para a lateral direita. Mais agressivo, o Remo conseguiu empurrar o Atlético para trás e passou a ocupar o campo ofensivo com maior frequência.
Entre os jogadores, Jajá foi o principal destaque azulino, com nota 7,7. Além do gol logo no início, teve três finalizações, duas no alvo, um passe decisivo e cinco conduções progressivas, mostrando capacidade para acelerar as jogadas.
Gabriel Taliari também terminou em alta, com nota 7,3 e o gol do empate. O atacante finalizou três vezes, sofreu três faltas e venceu quatro dos seis duelos aéreos, além de aparecer como referência ofensiva durante os 90 minutos.
A atuação de Zé Welison, nota 7,1, também merece atenção, enquanto Vitor Bueno e Alef Manga saíram do banco com notas 7,1 e 7,0. O conjunto das avaliações reforça uma conclusão: o Remo não dominou o jogo inteiro, mas encontrou no segundo tempo a intensidade que faltou no primeiro.
O empate coloca o Filho da Glória e do Triunfo na 18ª posição, com 22 pontos, e aumenta a pressão na luta contra o rebaixamento. Ao mesmo tempo, a reação apresentada depois do intervalo mostra que existe uma alternativa de jogo, o desafio será fazer essa postura aparecer desde o início.
