Gol da derrota para o Fluminense é um exemplo

Os cruzamentos se transformaram em um verdadeiro pesadelo para o Clube do Remo na Série A do Campeonato Brasileiro. Dos 42 gols sofridos pelo Leão em 25 rodadas, 29 tiveram origem nesse tipo de jogada, o equivalente a 69,05% de todas as vezes em que a equipe foi vazada.

O levantamento foi realizado pela jornalista Liane Coelho, apresentadora do Jogo Aberto Pará, da RBATV, e expõe uma das principais fragilidades defensivas azulinas antes de um dos jogos mais difíceis da temporada.

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Dos 29 gols sofridos após cruzamentos, 18 aconteceram em bolas altas, enquanto seis foram construídos a partir de cruzamentos rasteiros. Outros três saíram em situações de bate-rebate e dois terminaram em gol contra após a bola ser cruzada para a área.

O problema ganha ainda mais relevância diante do adversário deste domingo (6). Às 16h, no Mangueirão, o Remo recebe o Flamengo, dono do melhor ataque do Brasileirão, com 50 gols marcados.

O time carioca também chega a Belém com a defesa menos vazada da competição, ao lado do Palmeiras, com apenas 21 gols sofridos. O contraste deixa ainda mais evidente o tamanho do desafio azulino para o confronto.

Na tabela, o Fla ocupa a segunda posição, com 51 pontos, enquanto o Leão de Antônio Baena aparece em 19º, com 23. O Clube de Periçá não vence desde 26 de julho, quando derrotou o Vitória por 2 a 0.

Além da necessidade de voltar a vencer, o Remo terá de encontrar uma maneira de proteger melhor a própria área. Se a bola aérea já foi um pesadelo durante a campanha, o duelo contra o ataque mais produtivo da Série A pode colocar essa fragilidade novamente à prova.

Como o Remo sofreu os 29 gols após cruzamentos

  • Gols sofridos na Série A: 42
  • Gols originados em cruzamentos: 29
  • Percentual: 69,05%
  • Cruzamento alto: 18
  • Cruzamento rasteiro: 6
  • Bate-rebate: 3
  • Gol contra após cruzamento: 2

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