O empate sem gols com o Vasco, neste sábado (10), em São Januário, deixou sentimentos distintos para Thiago Carpini. Embora tenha lamentado a falta de uma vitória importante para a situação do Clube do Remo na Série A, o treinador aprovou a postura da equipe e acredita que o trabalho começa a apresentar resultados no comportamento dos jogadores.
Após a partida pela 30ª rodada, Carpini destacou as dificuldades de enfrentar o Vasco no Rio de Janeiro e avaliou positivamente a maneira como o Leão competiu.
O técnico, que chegou ao terceiro jogo à frente da equipe, ressaltou o pouco tempo de trabalho e a assimilação das ideias pelos atletas.
"Fiquei muito contente com a performance dos atletas, claro que não com o resultado, na situação que o Remo se encontra na competição. Tentar buscar uma vitória que era muito importante, mas a gente sabe a dificuldade que é jogar em São Januário", afirmou.
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Carpini vê identidade e espera primeira vitória
O treinador também foi questionado sobre o que precisa mudar para o Remo começar a conquistar resultados mais expressivos. Na avaliação dele, a equipe já apresentou uma mudança de comportamento nos compromissos recentes, especialmente nos empates diante de Grêmio e Vasco.
"Eu acho que a chave já foi virada. A gente criou uma identidade e eu vejo, em dois jogos, que a gente tem conseguido já criar uma identidade: uma equipe aguerrida, competitiva, que não desiste em momento algum da partida, que entrega o melhor em cada lance", declarou.
Apesar da avaliação positiva, Carpini reconheceu que o próximo passo é transformar esse desempenho em três pontos. O comandante evitou projetar uma pontuação necessária para escapar do rebaixamento e defendeu que o elenco concentre os esforços no compromisso seguinte.
"Eu acho que não dá para a gente pensar em 45, 43, 44 antes de ter a primeira vitória, os próximos três pontos", explicou. O treinador ainda reforçou que o time precisa manter a concentração e viver cada partida como uma etapa na luta pela permanência.
Falta de profundidade limita ataque azulino
Além da análise sobre o comportamento coletivo, Carpini comentou as dificuldades ofensivas do Remo. Segundo ele, a equipe sentiu falta de jogadores com características de velocidade e profundidade, o que reduziu as alternativas para atacar os espaços deixados pelo adversário.
"Falta característica para ter velocidade, a gente não tem tantos jogadores de profundidade", explicou o técnico, ao avaliar as escolhas para a partida. Ele também citou o desgaste provocado pela sequência de jogos e pelo deslocamento para o Rio de Janeiro como fatores que influenciaram o desempenho.
Carpini ainda lembrou que o elenco tem jogadores importantes em recuperação ou sem condições de atuar. Entre eles, citou os zagueiros Matheus Felipe e Tchamba, que retornou da seleção de Camarões sem reunir condições para o confronto.
Remo volta as atenções para o próximo desafio
Com o empate em São Januário, o Remo chegou aos 25 pontos e continua na 19ª colocação do Brasileirão. A equipe segue pressionada pela necessidade de vencer para diminuir a distância em relação aos concorrentes diretos na luta contra o rebaixamento. O Leão volta a campo na sequência da reta final do Brasileirão contra o RB Bragantino, domingo (18), às 19h30 no Mangueirão.
Para Carpini, o caminho passa por preservar a competitividade demonstrada nos últimos jogos, reduzir erros e recuperar a confiança com uma vitória. O treinador pretende manter o foco no próximo compromisso antes de fazer contas sobre a pontuação necessária para permanecer na Série A.
