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Nos últimos anos, os preços dos carros 0 km subiram consideravelmente. Somente no ano de 2021, os preços dos carros populares tiveram um aumento entre 26,83% e 47,95%.

O aumento foi tão grande, que hoje dificilmente é possível encontrar um carro 0 km por menos de R$ 50 mil.

É o que revela estudo divulgado pela plataforma CupomValido.com.br, que compilou preços dos veículos da tabela FIPE e dados da Scrap Car Comparison.

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O estudo comparou o preço da compra e da manutenção de um automóvel, em relação à renda média salarial de cada país. Assim é possível comparar o poder de compra entre os diversos países.

O resultado é que o Brasil ficou na 5ª colocação, como um dos países mais caros do mundo. Os brasileiros precisam gastar 441,89% do rendimento médio anual para comprar e manter um carro 0 km.

No ranking, o Brasil só fica atrás de 2 países da América Latina (Uruguai e Colômbia) e da Turquia e da Argentina, dois países que estão passando por severas crises econômicas e inflação descontrolada.

Antes do início da pandemia, em janeiro de 2020 era possível encontrar no Brasil um carro popular 0 km por aproximadamente R$ 35 mil.

Em janeiro de 2021, o preço subiu para aproximadamente R$ 38 mil.

E em 2022, já são pouquíssimas as opções na faixa dos R$ 50 mil.

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Atualmente, o Fiat Mobi é o carro mais barato do Brasil, custando R$ 49.949.

Em 2º lugar está o Renault Kwid, que custa R$ 50.240. Neste caso, podemos até considerar um empate técnico, uma vez que a diferença entre os dois é de apenas 0,58%.

Por que os preços subiram tanto?

A alta dos preços dos automóveis está relacionada a diversos fatores.  O primeiro é a pandemia, que paralisou a montagem de veículos por alguns meses. Mais recentemente, a indústria sofreu com a escassez de componentes eletrônicos. Estes 2 fatores fizeram com que os preços dos veículos aumentassem no mundo todo. Porém, aqui no Brasil houve um fator adicional que contribuiu ainda mais na subida dos preços: como o Real se desvalorizou perante o dólar nos últimos meses, isso fez com que o preço da importação das peças e componentes para a fabricação dos automóveis também fossem encarecido, o que fez com que houvesse um aumento ainda maior que em outros países.

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