O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) definiu o reajuste automático dos benefícios para janeiro de 2026. O aumento segue o novo piso nacional de R$ 1.621 e beneficia milhões de aposentados e pensionistas.

O beneficiário não precisa fazer qualquer solicitação ou atualizar cadastros para receber o aumento. O novo salário mínimo nacional sobe para R$ 1.621, um acréscimo de R$ 103 em relação aos R$ 1.518 anteriores. Isso representa um crescimento de 6,79% no valor base.

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Quem recebe exatamente um salário mínimo ganha o reajuste integral de 6,79%. Já os beneficiários com valores superiores ao piso têm correção pelo INPC acumulado de 2025, índice que será divulgado no início de janeiro.

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Beneficiários incluídos no reajuste

Todos os segurados com benefícios vinculados ao salário mínimo recebem o aumento:

  • Aposentados por idade, tempo de contribuição, invalidez ou especial;
  • Pensionistas por morte;
  • Beneficiários de auxílio por incapacidade temporária;
  • Pessoas com auxílio-acidente;
  • Quem recebe salário-maternidade do INSS;
  • Beneficiários do BPC/LOAS.

Nova margem para crédito consignado

O reajuste amplia automaticamente a margem consignável dos beneficiários. Atualmente, o limite permite usar até 45% do benefício para contratação de crédito com desconto em folha.

A divisão atual da margem estabelece 35% para empréstimos consignados tradicionais, 5% para cartão de crédito consignado e 5% para cartão benefício consignado.

Para beneficiários do BPC, as regras são diferentes: 30% para empréstimos e 5% para cartões consignados.

Calendário de pagamentos mantém cronograma

Os valores reajustados aparecem nos pagamentos de janeiro de 2026, que ocorrem entre o final de janeiro e início de fevereiro. O INSS mantém o calendário tradicional baseado no número final do benefício.

O 13º salário dos aposentados e pensionistas também sofre correção pelos novos valores, assim como outros benefícios anuais pagos pela Previdência Social.

A política de valorização do salário mínimo serve como base para os reajustes anuais, sempre considerando a inflação medida pelo INPC para preservar o poder de compra dos segurados.

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