Boatos sobre uma suposta falência do Nubank ganharam força nas redes sociais nos últimos dias. As especulações surgiram após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial do Will Bank, outra fintech que atuava no mercado brasileiro. Diante da repercussão, o Nubank reagiu e negou qualquer instabilidade financeira.

Em nota oficial, o banco digital afirmou que segue operando normalmente no Brasil. Além disso, classificou as publicações como fake news e disse que esse tipo de conteúdo costuma reaparecer com títulos sensacionalistas. Segundo a instituição, não há qualquer risco de saída do país ou interrupção de serviços.

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“O Nubank não vai falir, não está falindo e não vai sair do Brasil”, afirmou o banco em comunicado publicado em seu site. A empresa destacou que rumores semelhantes circulam com frequência e não refletem a realidade financeira da instituição.

As dúvidas aumentaram após o Banco Central determinar, na última quarta-feira (21), a liquidação da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, controladora do Will Bank. A fintech atendia cerca de 12 milhões de clientes e operava com cartões de crédito, empréstimos e investimentos.

Antes mesmo da decisão oficial, a Mastercard suspendeu os cartões da instituição. Em seguida, a liquidação levou ao cancelamento definitivo dos serviços. Apesar disso, os clientes contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que assegura valores de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.

Estimativas do mercado apontam que o impacto da operação pode alcançar R$ 6,5 bilhões para o FGC. No entanto, o valor final dependerá da situação individual de cada correntista. Por isso, especialistas recomendam atenção apenas a comunicados oficiais.

Com a liquidação, as atividades da fintech foram interrompidas e os investimentos ficaram temporariamente bloqueados. Ainda assim, os contratos permanecem válidos.

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Segundo o especialista André Franco, o cliente precisa manter suas obrigações em dia. “A dívida continua registrada no sistema financeiro. Quem não paga pode acabar inadimplente e negativado”, explicou.

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