A Polícia Militar de São Paulo adotou uma tática inusitada para combater crimes nos blocos de pré-Carnaval de 2026 na capital paulista e a ideia viralizou neste final de semana.

Agentes fantasiados de Power Rangers se misturaram aos foliões e conseguiram desarticular uma quadrilha especializada em furtos e golpes financeiros. A ação policial aconteceu na região da Barra Funda, zona oeste da capital paulista, durante as festividades que antecedem o Carnaval.

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Doze pessoas foram detidas em flagrante após serem identificadas pelos policiais que se disfarçaram de personagens do seriado de origem japonesa. Os suspeitos atuavam de forma organizada e aproveitavam situações com grande concentração de pessoas.

O grupo se passava por vendedores ambulantes legítimos para se aproximar das vítimas sem despertar suspeitas. Os integrantes do grupo utilizavam duas principais estratégias para supostamente lesar os foliões:

  • Furto de aparelhos celulares aproveitando a distração das pessoas durante a festa;
  • Aplicação do golpe da troca de cartões com uso de máquinas que capturavam dados e senhas bancárias.

As autoridades estimam que dezenas de telefones foram subtraídos antes da intervenção policial. O esquema de clonagem de cartões permitia que os criminosos tivessem acesso às contas bancárias das vítimas após a festa.

Tentativa de corrupção agrava situação

Durante a abordagem, um dos suspeitos teria tentado subornar os agentes. Ele ofereceu três mil reais em dinheiro para evitar a detenção, o que caracterizou o crime de corrupção ativa.

O homem responderá por essa infração adicional além das acusações dos delitos relacionados aos furtos e golpes.

A Secretaria de Segurança Pública do estado organizou a "Operação de Carnaval" com um grande contingente de policiais. O objetivo é garantir a tranquilidade dos foliões durante todas as festividades programadas para o período.

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Esta não é a primeira vez que a corporação usa fantasias criativas para se infiltrar entre os participantes dos blocos.

Em anos anteriores, agentes já utilizaram trajes do personagem Chapolin para realizar abordagens similares. A técnica tem demonstrado eficácia na identificação e captura de quadrilhas que se especializam em crimes durante eventos com aglomerações.

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