A proteção da saúde infantil no Brasil ganha um reforço tecnológico essencial a partir deste mês. O Sistema Único de Saúde (SUS) passa a oferecer o nirsevimabe, um anticorpo monoclonal focado no combate ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
Diferente das vacinas convencionais, este imunizante fornece defesa direta ao organismo, sem depender da resposta do sistema imunológico da criança, o que é crucial para pacientes com o quadro de saúde mais frágil.
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O foco da campanha são os bebês prematuros, nascidos com menos de 37 semanas, e crianças de até dois anos que convivem com comorbidades graves. Entre os grupos prioritários estão portadores de cardiopatias congênitas, síndrome de Down, fibrose cística e imunocomprometimento.
Segundo o ministro da Saúde Alexandre Padilha, o governo federal já efetuou a distribuição de 300 mil doses para todas as unidades da federação.
Impacto epidemiológico e tratamento
A urgência da medida é amparada por dados alarmantes de 2025. Até o final de novembro, o país contabilizou 43,2 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pelo VSR. Desse total, as crianças menores de dois anos representaram mais de 82% das hospitalizações, somando cerca de 35,5 mil ocorrências.
Como a bronquiolite é uma infecção viral sem tratamento curativo específico, a medicina baseia-se no manejo de sintomas para salvar vidas. As unidades de saúde focam na terapia de suporte, que inclui:
- Suplementação de oxigênio em casos de desconforto respiratório;
- Hidratação rigorosa do paciente;
- Uso de broncodilatadores para aliviar o chiado no peito.
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A nova oferta complementa a estratégia já existente de vacinação de gestantes a partir da 28ª semana, criando um cerco de proteção que começa ainda no útero e se estende pelos primeiros anos de vida, fase de maior vulnerabilidade.
