Um vídeo que mostra o cão comunitário Orelha circulando pela vizinhança reacendeu o debate sobre a responsabilidade do adolescente suspeito de agredi-lo. As imagens foram confirmadas pela Polícia Civil de Santa Catarina como autênticas e registradas na manhã do dia 04 de janeiro, depois do horário estimado em que teria ocorrido a agressão, por volta das 5h30.

As imagens foram divulgadas pela defesa do jovem, que busca questionar os indícios que o apontam como suspeito. No vídeo, Orelha aparece saindo de um arbusto e caminhando pela calçada, aparentemente sem acompanhamento humano.

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Segundo a delegada responsável pelo caso, testemunhas viram o cão machucado ainda no dia 04 de janeiro. No entanto, o estado do animal teria se agravado no dia seguinte, o que evidenciou a gravidade dos ferimentos.

"Em nenhum momento, a polícia confirmou que o animal teria sido agredido até a morte", afirmou a delegada Mardjoli Adorian Valcareggi, da Delegacia de Proteção Animal.

Laudos periciais indicam que o ferimento na cabeça de Orelha não era imediatamente fatal. O documento da pericia aponta que a lesão é compatível com uma agressão ocorrida cerca de dois dias antes da morte do animal.

A defesa do adolescente ressalta que “não há imagens do momento da agressão nem testemunhas do crime” e argumenta que o novo vídeo evidencia a fragilidade das provas reunidas contra o jovem.

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O inquérito policial foi concluído na última terça-feira (03). Com base nas investigações, a polícia solicitou a internação provisória do adolescente suspeito, conforme procedimento previsto para casos envolvendo menores de idade.

Por causa do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), as identidades do jovem e de demais envolvidos não foram divulgadas, mantendo sigilo sobre o processo enquanto os procedimentos legais seguem em andamento.

Veja o vídeo: 

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