A circulação do vírus Nipah (NiV) na Ásia tem sido acompanhada por autoridades sanitárias internacionais às vésperas do Carnaval 2026. Apesar da atenção global, não há registro de casos no Brasil até o momento.

O Nipah integra a lista de patógenos prioritários da Organização Mundial da Saúde (OMS) devido à taxa de mortalidade estimada entre 40% e 75% dos casos confirmados, além da inexistência de vacina e de tratamento específico. Ainda assim, especialistas e a própria OMS informam que o risco de disseminação no Brasil é considerado baixo.

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O atual surto permanece concentrado em países asiáticos. Casos foram identificados na Índia e houve confirmação de uma morte em Bangladesh. Não há evidências de casos importados ou transmissão comunitária em território brasileiro.

De acordo com informações de órgãos de saúde, o vírus é transmitido principalmente por morcegos do gênero Pteropus, que podem contaminar alimentos por meio de saliva, urina ou fezes. A infecção também pode ocorrer por contato próximo com fluidos corporais de pessoas infectadas, embora a transmissão entre humanos seja limitada.

Identificado na década de 1990, o vírus Nipah pode causar encefalite, pneumonia e insuficiência respiratória. Apesar da alta taxa de letalidade, sua capacidade de transmissão é inferior à observada em vírus respiratórios como o SARS-CoV-2.

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O Ministério da Saúde informa que mantém vigilância epidemiológica e estrutura laboratorial para monitoramento de possíveis ameaças. A recomendação das autoridades é adotar cuidados básicos de higiene e atenção com alimentos, especialmente em viagens internacionais.

Até o momento, não há indicação de risco iminente relacionado ao vírus Nipah durante o Carnaval no Brasil.

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