A pacata rotina política e social de Itumbiara, no sul de Goiás, foi abruptamente interrompida por um abalo emocional sem precedentes. O caso da tragédia envolvendo um secretário da Prefeitura, que matou os dois filhos, parece longe de acabar e ganha mais um capítulo, no mínimo, chocante.
Pelas palavras de uma carta de despedida, Thales Machado, secretário de Governo do município e genro do prefeito Dione Araújo (UB), tenta explicar o que ele mesmo classificou como o "limite do improvável". Na madrugada de quarta para quinta-feira (12/2), ele utilizou uma arma de fogo contra seus dois filhos antes de cometer autoextermínio dentro do condomínio onde a família residia.
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Na carta deixada aos familiares e amigos, Thales descreveu estar passando por dificuldades profundas no casamento, mencionando uma suposta traição e a impossibilidade de conviver com as lembranças e a dor do momento. Com palavras de respeito ao sogro e pedidos de perdão aos pais, ele afirmou que os filhos, Miguel Araújo Machado, de 12 anos, e Benício Araújo Machado, de 8 anos, eram anjos que, infelizmente, partiriam com ele.
Um filho em estado gravíssimo
O contraste da tragédia tornou-se ainda mais nítido quando se observaram as redes sociais do secretário, onde, poucas horas antes do crime, ele havia publicado fotos com declarações de amor aos filhos, pedindo que Deus os abençoasse sempre.
A Polícia Civil de Goiás (PCGO), que inicialmente chegou a informar o óbito das duas crianças, corrigiu a nota oficial para confirmar que o filho mais velho, Miguel, não resistiu aos ferimentos, enquanto o mais novo, Benício, permanece internado em estado gravíssimo, lutando pela vida.
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O caso está sendo tratado pelas autoridades como homicídio consumado e homicídio tentado, seguidos de suicídio, sem qualquer indício de participação de terceiros até o momento.
Enquanto a Prefeitura de Itumbiara decreta luto oficial e o governador Ronaldo Caiado manifesta pesar pela perda devastadora, o inquérito segue em aberto para detalhar a dinâmica dos fatos.
