O Itaú Unibanco comunicou oficialmente o encerramento das atividades da agência localizada na avenida 28 de Setembro, em Camaçari, na Região Metropolitana da Bahia, marcado para o dia 18 de março de 2026. A decisão gerou surpresa entre clientes e funcionários, que demonstraram preocupação com os impactos do fechamento, especialmente para aqueles mais dependentes do atendimento presencial.
De acordo com o banco, a medida faz parte de uma estratégia de transformação do atendimento, com foco na experiência digital. Segundo a instituição, cerca de 97% das transações de clientes pessoas físicas já são realizadas por meio de aplicativos e internet banking, o que motivou a readequação da rede física e a reestruturação das agências.
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Mais de 22 mil clientes ativos serão transferidos automaticamente para outra unidade na cidade, sem necessidade de abertura de nova conta. O Itaú garantiu que cartões, senhas e demais serviços continuarão funcionando normalmente após a mudança, evitando transtornos para os correntistas.
Além do atendimento presencial na nova agência, os clientes poderão continuar usando caixas eletrônicos, correspondentes bancários e os canais digitais, como aplicativo e internet banking. A instituição afirma que a estratégia busca manter a qualidade do atendimento, ao mesmo tempo em que acompanha a tendência de digitalização dos serviços financeiros no país.
O anúncio não passou despercebido por entidades representativas e pela população. Funcionários e clientes manifestaram preocupação com os efeitos do fechamento, sobretudo para idosos ou pessoas com menor familiaridade com tecnologias digitais.
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Em outras cidades da Bahia, casos semelhantes já geraram protestos e debates sobre o papel social dos bancos na oferta de serviços presenciais. Sindicatos e movimentos comunitários acompanham a situação, defendendo que a redução da rede física não prejudique o acesso da população a serviços bancários essenciais.
Além disso, no cenário nacional, o fechamento da agência também tem despertado preocupação em clientes de diferentes regiões do Brasil, que temem que outras unidades possam ser encerradas nos próximos anos.
