O aumento da procura por produtos voltados ao sono colocou a melatonina entre os suplementos mais vendidos do país. Mas, nesta semana, um desses itens saiu das prateleiras por determinação da autoridade sanitária federal.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento da Melatonina Sublingual em Gotas Sabor Maracujá, fabricada pela empresa Vita BE Cosméticos LTDA. Além da retirada imediata do mercado, foram suspensas a fabricação, comercialização, distribuição, importação, propaganda e uso do produto.

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Segundo a agência, o suplemento apresentava componente cuja segurança para administração sob a língua não havia sido analisada. Também foram detectadas alegações publicitárias que extrapolavam as autorizações regulatórias, como promessas de regular o sono e prevenir insônia.

Outra ação atinge setor de alimentos

No mesmo dia, a Anvisa determinou a apreensão de palmitos em conserva da marca Palmito Lemos, produzidos pela empresa BR Indústria de Alimentos Limitada. A medida ocorreu após inspeção da vigilância sanitária municipal de Pariquera-Açu (SP), que constatou funcionamento sem licença sanitária e ausência de comprovação de boas práticas de fabricação.

A comercialização de alimentos sem essas exigências representa risco à saúde pública, principalmente em produtos como palmito, que exigem controle rigoroso para evitar contaminação.

O que é a melatonina

A melatonina é um hormônio naturalmente produzido pelo organismo e relacionado à regulação do ciclo do sono. Nos últimos anos, sua versão em suplemento ganhou popularidade entre pessoas que relatam dificuldades para dormir.

No Brasil, a substância pode ser vendida sem prescrição médica, desde que respeite o limite máximo de 0,21 mg por dose diária, conforme normas vigentes. Ainda assim, especialistas recomendam cautela no uso e orientação profissional, especialmente em casos de insônia persistente.

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Papel da agência reguladora

A Anvisa atua na fiscalização e regulamentação de produtos e serviços sujeitos à vigilância sanitária em todo o país. Quando identifica irregularidades, pode determinar recolhimento, suspensão de vendas ou apreensão, como ocorreu nas decisões anunciadas nesta segunda-feira.

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