O Exército Brasileiro deu um passo inédito em sua história ao indicar, pela primeira vez, uma mulher para o posto de oficial-general. A escolhida foi a coronel médica Claudia Lima Gusmão Cacho, proposta para promoção a general de brigada, um marco nos 204 anos da instituição.
A indicação segue o rigoroso processo de avaliação conduzido pelo Alto-Comando da Força. Entre os critérios analisados estão tempo de serviço, desempenho profissional, atuação em funções de comando e Estado-Maior, além da conclusão dos cursos obrigatórios de altos estudos militares.
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Agora, o nome da coronel integra a lista que depende da homologação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com expectativa de que a decisão final seja oficializada até 31 de março. A escolha ocorre em meio a mudanças recentes voltadas à ampliação da presença feminina na carreira militar.
Desde 2016, o Exército passou a permitir o ingresso de mulheres na linha de ensino bélico, abrindo vagas tanto nos Cursos de Formação de Sargentos quanto na Escola Preparatória de Cadetes do Exército. Em 2025, a Força também registrou a primeira promoção feminina ao posto de subtenente.
Trajetória na saúde militar
Natural de Recife (PE), Claudia ingressou no Exército em 30 de janeiro de 1996 como oficial temporária, no então 42º Batalhão de Infantaria Motorizada, em Goiânia (GO). Posteriormente, foi aprovada no concurso da Escola de Saúde do Exército, onde concluiu o Curso de Formação de Oficiais Médicos em 1998.
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Ao longo da carreira, construiu atuação sólida na área de saúde operacional e hospitalar. Entre as funções de destaque, chefiou o Escalão de Saúde do Comando da 1ª Região Militar, no Rio de Janeiro, dirigiu o Hospital de Guarnição de Natal (RN) e comandou o Hospital Militar de Área de Campo Grande (MS).
