O mistério que cercava o paradeiro de uma missionária brasileira em solo norte-americano chegou ao fim de forma trágica. Após mais de dois anos de silêncio absoluto, o que parecia ser uma busca sem fim em Boston, nos Estados Unidos, terminou em uma área de mata isolada em Quebec, no Canadá. O desfecho, confirmado apenas agora por uma organização canadense, revela um rastro de decisões enigmáticas e um encontro fatal com o rigoroso inverno da América do Norte.
A trajetória de Letícia Alves Oliveira começou a desaparecer do mapa em dezembro de 2023, quando enviou as últimas notícias aos parentes. Em um movimento que intriga os investigadores e a família, todas as suas contas digitais foram deletadas logo no início de janeiro de 2024.
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O corpo, vestido com roupas de frio, foi localizado por caçadores em uma galeria pluvial na região de Coaticook. A principal linha da polícia canadense é que Letícia não resistiu às temperaturas negativas e morreu por hipotermia, embora ninguém saiba explicar como ela percorreu a distância entre sua antiga residência nos EUA e o local onde foi achada.
Família busca respostas e tenta trazer corpo para o Brasil
O irmão de Letícia não esconde a indignação com a falta de clareza das autoridades durante o período de buscas, relatando que recebeu versões divergentes ao longo dos últimos anos.
Com uma filha de 12 anos à espera de respostas no Brasil, os parentes agora concentram esforços na repatriação dos restos mortais, que seguem em território canadense. Nesse sentido, o Itamaraty informou que, por meio do Consulado em Montreal, está em contato com a família para prestar a assistência necessária.
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Já o governo goiano, estado de origem de Letícia, foi consultado para verificar possíveis suportes logísticos no traslado. Apesar da causa clínica apontar para o frio extremo, o contexto que levou a missionária ao isolamento em Quebec ainda é um quebra-cabeça para a polícia.
