O estado de saúde do ex-presidente voltou a gerar preocupação entre aliados e familiares nesta semana. Internado em Brasília após passar mal na prisão, ele permanece sob cuidados intensivos e sem previsão de deixar a unidade de terapia intensiva.

Um novo boletim médico divulgado na manhã deste domingo pelo hospital Hospital DF Star informou que o ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou piora na função renal, além de aumento em marcadores inflamatórios. Apesar disso, os médicos afirmam que o quadro geral segue estável.

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Segundo a nota assinada pela equipe médica, o tratamento continua com antibióticos e hidratação por via intravenosa, além de fisioterapia respiratória e motora. O comunicado também destaca que estão sendo adotadas medidas de prevenção contra trombose venosa.

No momento, não há previsão de alta da UTI.

Quadro clínico segue sob monitoramento

Em entrevista a jornalistas, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que o quadro do pai está sendo controlado, embora a situação renal tenha chamado atenção da equipe médica.

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Segundo ele, Bolsonaro não apresentou melhora em relação ao dia anterior, mas o quadro permanece estável.

“Ele não melhorou de ontem pra hoje, mas estabilizou. Está com uma sobrecarga nos rins. Parece que tem alguma insuficiência renal, mas está administrado”, disse o senador durante agenda em Rondônia.

Diagnóstico: broncopneumonia bilateral

O ex-presidente começou a receber tratamento após passar mal na unidade prisional conhecida como Papudinha, em Brasília. Ele foi levado ao hospital com vômitos e dificuldade para respirar.

Os médicos diagnosticaram broncopneumonia bilateral aguda, causada por um episódio de refluxo que levou conteúdo do estômago aos pulmões, condição conhecida como broncoaspiração.

De acordo com o cardiologista Leandro Echenique, integrante da equipe médica, a situação exige monitoramento constante.

O ex-presidente está recebendo dois antibióticos intravenosos, com tratamento previsto de pelo menos sete dias.

Segundo o médico, a evolução depende tanto da resposta do organismo quanto da agressividade da bactéria responsável pela infecção.

Recuperação pode ser mais lenta

A equipe médica também alertou que o processo de recuperação pode ser mais demorado devido à idade e ao histórico de saúde do ex-presidente.

Bolsonaro tem 70 anos e completa 71 no próximo dia 21 de março. De acordo com os médicos, fatores como comorbidades e o quadro infeccioso podem prolongar a recuperação.

Aliados pedem prisão domiciliar

Diante do estado de saúde, aliados políticos voltaram a defender que Bolsonaro não retorne ao presídio após a alta hospitalar.

A deputada federal Bia Kicis afirmou que os médicos relataram que o quadro do ex-presidente era grave no momento da chegada ao hospital.

Já o senador Flávio Bolsonaro voltou a pedir que a Justiça autorize prisão domiciliar por motivos humanitários, com acompanhamento da família e da equipe médica.

Segundo ele, a broncoaspiração que atingiu os pulmões do ex-presidente foi considerada especialmente preocupante.

“Nunca o pulmão dele chegou tão cheio de líquido. Isso é perigosíssimo e pode evoluir para uma grande infecção”, afirmou.

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