O ex-presidente Jair Bolsonaro está internado desde o dia 13 de março para tratar um quadro de broncopneumonia. Durante esse período, ele permaneceu sob cuidados médicos enquanto cumpria pena em regime fechado, com previsão inicial de retorno à unidade prisional após a recuperação.
No entanto, a alta hospitalar está prevista para esta sexta-feira (27), e, em vez de voltar diretamente ao presídio, Bolsonaro deverá cumprir prisão domiciliar por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A medida tem caráter temporário, com duração inicial de 90 dias, e leva em consideração questões de saúde e a necessidade de evitar riscos de infecção.
Durante esse período em casa, o ex-presidente estará sujeito a uma série de restrições rigorosas. Entre as principais regras, está o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, com monitoramento restrito à residência e envio diário de relatórios à Justiça.
Ele também está proibido de utilizar celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, além de não poder acessar redes sociais, nem diretamente nem por intermédio de terceiros. Ele também está proibido de gravar vídeos e áudios.
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Em relação as visitas, somente poderão ocorrer com autorização judicial prévia, e todos os visitantes passarão por vistoria, sem portar aparelhos eletrônicos.
Apesar das restrições, alguns familiares terão acesso autorizado. Os filhos poderão visitá-lo em dias e horários específicos, quartas-feiras e sábados, em períodos determinados, seguindo regras semelhantes às de estabelecimentos prisionais.
A decisão também levou em conta o ambiente doméstico, onde Bolsonaro reside com a esposa, Michelle Bolsonaro, além de outros familiares, sendo reforçada a necessidade de controle sanitário para evitar complicações no quadro de saúde.
Na quarta-feira (25), a esposa do ex-presidente, Michele Bolsonaro, fez uma postagem nas redes sociais, onde ele aparece no hospital. "
Sim, eu CELEBRO as pequenas vitórias. Não me detenho nos detalhes do processo. Sou esposa e mãe, e clamei muito a Deus para que nos ajudasse, para que ele pudesse ir para casa e receber o cuidado necessário. O amanhã pertence a Deus. A justiça e o juízo estão nas mãos Dele. Seguirei cuidando do meu marido, como sempre fiz, com amor, resiliência, dedicação e fé", escreveu.
