O número de reclamações contra bancos continua alto no Brasil. Analisar contratos e cobranças pode revelar problemas como juros acima do contratado, tarifas não autorizadas, multas abusivas e venda casada de seguros ou serviços sem que o cliente saiba. Entre os documentos mais úteis estão o extrato analítico completo do contrato, o Descritivo de Evolução da Dívida (DED) e o Relatório de Informações Bancárias.
Em 2025, os bancos lideraram a lista de réus em ações consumeristas no país. Segundo especialistas, os abusos mais comuns incluem aplicação de juros maiores que os previstos, cobrança de tarifas não contratadas, encargos genéricos, multas elevadas e venda de seguros ou serviços embutidos sem o conhecimento do consumidor.
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O extrato analítico e o DED podem ser solicitados via aplicativo, agência, SAC ou ouvidoria do banco. Eles detalham cada operação, seja de empréstimo, financiamento, cartão de crédito ou cheque especial, mostrando taxas, prazos, abatimentos e a evolução do saldo devedor ao longo do tempo.
O Relatório de Informações Bancárias, obtido pelo sistema Registrato no site do Banco Central, reúne informações de forma consolidada sobre o relacionamento do cliente com a instituição, oferecendo uma visão mais completa do endividamento.
Especialistas afirmam que esses documentos permitem identificar cláusulas abusivas, conferir valores pagos e não baixados no sistema e até avaliar alternativas, como a portabilidade de crédito para outra instituição.
Quando irregularidades aparecem, o caminho é primeiro registrar a reclamação nos canais de atendimento do banco. Se não houver solução, a plataforma Consumidor.gov.br é indicada para formalizar a queixa.
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Inadimplência no Brasil
Segundo a Serasa, o Brasil tem atualmente 81 milhões de pessoas inadimplentes. As dívidas de cartão de crédito são a maioria, seguidas de contas básicas, como água, luz e gás. Especialistas destacam que muitas pessoas acabam recorrendo a novos créditos para quitar dívidas antigas, criando um efeito bola de neve.
Mesmo quando não há abusividade clara, conhecer detalhadamente as dívidas ajuda a encontrar soluções. Segundo especialistas, é possível renegociar diretamente com o banco ou pelo site Consumidor.gov.br, com reduções que chegam a 90%.
Outra alternativa é a portabilidade de crédito, que permite transferir a dívida para outra instituição com condições melhores. Especialistas explicam que, para ser válida, a portabilidade precisa oferecer valor e prazo inferiores aos do crédito original.
Como buscar revisão?
Especialistas recomendam acionar a instituição financeira para relatar o problema e recorrer à ouvidoria se necessário. Além disso, é possível registrar a reclamação no Consumidor.gov.br e no Banco Central e, caso não haja solução, buscar ação judicial. Outras opções incluem o contato com o Procon ou com a Defensoria Pública.
