A frieza com que alguns crimes são cometidos continua assustando e levantando questionamentos sobre até onde pode chegar a violência humana. Casos em que não há qualquer demonstração de remorso, mesmo diante de vítimas indefesas, chocam não apenas pela brutalidade, mas pela ausência de empatia.
Um episódio de extrema crueldade deixou moradores da comunidade do Quiririm, em Vila Valqueire, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, profundamente abalados.
A bebê Maya Costa Cypriano, de apenas 1 ano e 9 meses, morreu após ser brutalmente agredida pelo próprio padrasto, identificado como Lukas Pereira do Espírito Santo.
O QUE ACONTECEU
Segundo as investigações, a mãe da criança, Emanuele Costa, havia saído de casa para participar de uma entrevista de emprego. Sem ter com quem deixar a filha naquele momento, confiou os cuidados da menina ao companheiro. De acordo com o relato da mãe, até então, ele nunca havia demonstrado qualquer comportamento agressivo contra a criança.
Durante o período em que ficou sozinho com a bebê, o suspeito teria se irritado com o choro da menina e passou a agredi-la com golpes na região abdominal. Mesmo após a criança apresentar sinais de mal-estar, não houve socorro imediato.
Ainda segundo informações, o homem enviou uma mensagem à mãe dizendo apenas que a filha “não estava bem”, sem detalhar a gravidade da situação.
Emanuele contou que só percebeu a urgência quando começou a receber ligações insistentes do companheiro. “Ele começou a me ligar desesperado por volta das 8h, mas onde eu estava não tinha sinal. Só consegui falar perto das 10h. Fui correndo para casa e cheguei por volta de meio-dia. Minha filha estava semiacordada, gelada”, relatou.
A criança foi levada a uma unidade de saúde, mas já chegou em parada cardiorrespiratória e não resistiu. Diante dos sinais evidentes de violência, a equipe médica acionou a polícia.
O caso foi registrado inicialmente na 29ª Delegacia de Polícia (Madureira) e, após a confirmação de morte violenta, encaminhado à Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
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Em depoimento, o padrasto apresentou versões contraditórias antes de confessar o crime. Segundo a mãe, a postura dele chamou ainda mais atenção pela ausência de qualquer reação emocional. “Ele espancou a minha filha e não teve um pingo de remorso. Não demonstrou nenhuma emoção, não chorou”, desabafou.
O suspeito permanece preso e deverá responder por feminicídio. A Polícia Civil segue investigando o caso.
