Um treino comum terminou em cena de desespero dentro de uma academia de musculação na Asa Norte, em Brasília, quando uma jovem de 19 anos sofreu graves lesões nos dois joelhos durante a execução de um exercício com carga elevada. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o acidente aconteceu e mostram o pânico no local. 

Identificada como Júlia Stefany Cotrim Beserra, a vítima relatou que utilizava uma carga de aproximadamente 180 quilos no exercício de elevação pélvica, peso que, segundo ela, já fazia parte da rotina desde 2024. O acidente ocorreu no dia 1° de abril.

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De acordo com o relato da jovem, o cinto de elevação pélvica, responsável por dar estabilidade durante o movimento, se soltou de forma repentina. Com isso, a carga teria se deslocado violentamente e pressionado as pernas dela contra o solo, atingindo diretamente os joelhos.

Nas imagens, é possível ver o momento em que a estudante entra em desespero, gritando por socorro. Frequentadores da academia correm para ajudá-la até a chegada do Corpo de Bombeiros. Testemunhas afirmam que ela chegou a desmaiar devido à intensidade da dor.

Júlia foi encaminhada em estado grave ao Hospital de Base, onde exames confirmaram fraturas em ambos os joelhos. Ela permanece internada sob uso de fortes analgésicos, incluindo morfina, e deve passar por cirurgia de urgência.

Segundo a equipe médica, o quadro exige uma recuperação longa. A jovem deverá ficar meses sem conseguir andar e ficará afastada de atividades físicas por pelo menos um ano.

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A 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) investiga o caso como lesão corporal e apura se houve falha mecânica ou falta de manutenção no equipamento utilizado. A família da jovem decidiu buscar atendimento particular para agilizar o tratamento. O advogado da vítima, Marco Vicenzo, criticou o atendimento inicial e afirmou que medidas judiciais já estão sendo avaliadas.

“Ela foi atendida no hospital e mandada para casa com os dois joelhos quebrados. Agora, ou a família tem de se virar para pagar uma cirurgia particular ou eu vou garantir na Justiça, por liminar. A prioridade é garantir a cirurgia. Depois, responsabilizar os culpados”, declarou para um portal de notícias.

Em depoimento, a própria Júlia afirmou que nunca havia tido problemas com o equipamento antes, mesmo utilizando a mesma carga com frequência. Ela levanta a suspeita de que a trava do cinto possa ter se rompido, o que coloca em dúvida as condições de manutenção da academia. A Polícia Civil segue com as investigações e não descarta a hipótese de falha mecânica relacionada à manutenção dos aparelhos.

Veja o vídeo: 

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