O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou por uma cirurgia nesta sexta-feira (24), em São Paulo. Realizado no Hospital Sírio-Libanês, o procedimento icluiu a retirada de uma lesão no couro cabeludo diagnosticada como carcinoma basocelular, o tipo mais comum e menos agressivo de câncer de pele.
Segundo o médico Roberto Kalil, responsável pelo acompanhamento do presidente, o tumor era localizado e não apresentava metástase. Ainda de acordo com ele, a intervenção ocorreu sem complicações. "O presidente está ótimo, com bom humor, já queria ir para Presidente Prudente na segunda (27), mas recomendei que ele dê um tempo até a cicatrização [da cirurgia feita para a retirada da lesão]", afirmou.
Conteúdos relacionados:
- Fim da escala 6x1: Motta instala comissão na próxima semana
- Pix tem novas regras e pode ser bloqueado no Nubank, Caixa e Itaú
- Inquérito sobre desaparecimento de família aponta indiciados
A equipe médica aguarda o resultado da biópsia da lesão. De acordo com informações divulgadas, Lula não precisará cumprir restrições nem ficar em repouso após o procedimento e deve retomar as atividades habituais já na segunda-feira (27).
Além da cirurgia na cabeça, o presidente também passou por uma infiltração na região do punho direito para tratar dores no polegar. A cauterização realizada no couro cabeludo, técnica usada para remover excesso de pele, ocorreu na mesma área onde Lula já havia passado por procedimento semelhante em fevereiro deste ano, geralmente necessário devido à exposição solar.
Por conta da cirurgia, compromissos previstos para esta sexta-feira (24) no interior paulista foram adiados. Conforme a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), o presidente permanece na capital paulista até sábado (25) e deve retomar a agenda na segunda-feira (27), com visitas a Presidente Prudente e Andradina.
Quer mais notícias direto no celular? Acesse nosso canal no WhatsApp!
Na programação, estão a inauguração de um centro de radioterapia no hospital regional de Presidente Prudente, anúncios de serviços de radioterapia no SUS e a entrega de ambulâncias do Samu.
No Brasil, o carcinoma basocelular representa entre 75% e 80% dos casos de câncer de pele e apresenta altas taxas de cura quando tratado precocemente. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), esse tipo de tumor costuma surgir em áreas expostas ao sol, como cabeça e pescoço, manifestando-se como lesões ou feridas que não cicatrizam.
