Nesta terça-feira (05), o sacerdote Frei Gilson, líder do ministério “Som do Monte” e conhecido por ter forte presença nas redes sociais, foi denunciado ao Ministério Público de São Paulo (MPSP). A representação aponta a suposta disseminação de discursos discriminatórios contra mulheres e a comunidade LGBT+ nas pregações dele.

A denúncia foi protocolada pelo jornalista Brendo Silva e reúne registros em vídeo atribuídos ao religioso. Segundo o documento, Frei Gilson teria utilizado o termo “homossexualismo”, considerado em desuso e visto como pejorativo, além de associar a orientação sexual a uma “depravação grave”, conforme descrito na representação.

Conteúdos relacionados:

O material também menciona falas do sacerdote sobre a submissão das mulheres aos homens. Esse tipo de declaração já havia sido alvo de críticas públicas, incluindo manifestações da senadora Soraya Thronicke, que questionou o conteúdo de pregações do religioso em abril.

O caso será inicialmente analisado pelo Grupo Especial de Combate aos Crimes de Racismo e de Intolerância (Gecradi), órgão ligado ao Ministério Público. Até o momento, o procedimento não configura uma investigação formal, tratando-se apenas de uma representação em fase de avaliação preliminar.

Paralelamente à repercussão do caso, Frei Gilson tem evento confirmado em Belém. A programação prevê a realização de um encontro religioso no Estádio do Mangueirão, em setembro, com grande expectativa de público e participação de fiéis ligados ao ministério.

Quer mais notícias direto no celular? Acesse nosso canal no WhatsApp!

Segundo a Arquidiocese de Belém, o local também sediará, de forma inédita, o encerramento dos 40 dias da Quaresma de São Miguel, marcado para os dias 26 e 27 de setembro de 2026. Esta será a primeira vez que a celebração ocorrerá fora do estado de São Paulo. O evento é promovido pelo próprio Frei Gilson.

MAIS ACESSADAS