Com uma trajetória marcada pela atuação política no cenário nacional, José Dirceu voltou ao centro das atenções após a divulgação de seu estado de saúde. Figura histórica do Partido dos Trabalhadores (PT), ele ocupou cargos de destaque ao longo das últimas décadas, participou diretamente dos primeiros governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também esteve envolvido em episódios que marcaram a política brasileira, como o escândalo do mensalão.

O ex-ministro José Dirceu foi diagnosticado com linfoma, conforme informou boletim médico divulgado nesta sexta-feira (15) pelo Hospital Sírio-Libanês. Segundo a equipe médica, ele apresenta boas condições clínicas e permanecerá internado para dar início ao tratamento específico da doença.

Dirceu está hospitalizado desde o último domingo (10), quando o câncer foi identificado durante a realização de exames de rotina. O atendimento é conduzido pelos médicos Raul Cutait, Roberto Kalil e Celso Arrais.

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Ex-ministro da Casa Civil entre 2003 e 2005, no primeiro mandato de Lula, José Dirceu também presidiu o PT entre 1995 e 2002 e foi eleito deputado federal por três vezes. Atualmente, ele é pré-candidato ao mesmo cargo.

Em 2002, Dirceu foi o segundo deputado federal mais votado do país, com mais de 556 mil votos. Após assumir a Casa Civil, deixou a Câmara dos Deputados, mas acabou afastado do governo em 2005, em meio às denúncias do mensalão, esquema ilegal de pagamento a parlamentares.

No mesmo ano, teve o mandato cassado e, em 2012, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do mensalão, chegando a cumprir pena. Em 2016, recebeu perdão judicial concedido pela Corte.

O que é linfoma

O linfoma é um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, estrutura responsável por auxiliar na defesa do organismo e na circulação de fluidos pelo corpo. A doença faz parte do grupo dos cânceres hematológicos, ao lado das leucemias e dos mielomas.

Enquanto a leucemia compromete a medula óssea, o linfoma atinge os linfonodos e vasos linfáticos. Existem dois principais tipos da doença: o linfoma de Hodgkin e o linfoma não-Hodgkin.

O nome “linfoma de Hodgkin” surgiu após estudos realizados pelo patologista britânico Thomas Hodgkin, que identificou alterações cancerígenas nos gânglios linfáticos ainda no século XIX.

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Especialistas explicam que a doença ocorre quando um linfócito, célula responsável pela defesa do organismo, sofre alterações no DNA e passa a se multiplicar de forma descontrolada. Essas células anormais podem formar tumores e se concentrar nos gânglios linfáticos.

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