O Banco Central (BC) anunciou que, a partir de julho, o sistema do Pix passará por uma nova fase de aprimoramentos, com medidas que prometem ampliar o uso e reforçar a segurança das transações financeiras. Entre as principais mudanças está a inclusão das contas-salário nas operações do Pix Automático, antes restritas a contas correntes e de pagamento.

Com a atualização, será possível programar débitos automáticos diretamente da conta-salário, facilitando o pagamento de serviços recorrentes, como assinaturas de aplicativos, contas de consumo e outros compromissos financeiros. No entanto, a regra vale para operações com recebedores autorizados pelo Banco Central; transações entre instituições financeiras seguem normas próprias já estabelecidas.

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Outra novidade em estudo é a chamada cobrança híbrida, que unirá boleto bancário e QR Code do Pix em um único documento. A mudança permitirá que o consumidor escolha a forma de pagamento sem precisar emitir dois instrumentos distintos, simplificando o processo e tornando o controle financeiro mais ágil para empresas e usuários.

O BC também planeja melhorias no botão de contestação do Pix, utilizado para acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED). A ideia é permitir que bancos coletem mais informações durante a solicitação, distinguindo fraudes de disputas comerciais legítimas. Com isso, a intenção é reduzir o uso indevido do recurso e proteger os clientes contra golpes.

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Além disso, o Banco Central identificou uso inadequado do campo “descrição” das transações, que, em alguns casos, tem sido preenchido com mensagens ofensivas ou intimidadoras. Para resolver o problema, será criado um grupo de trabalho que apresentará propostas até junho, incluindo ações educativas para usuários, critérios proporcionais de filtragem e manutenção da experiência simples e ágil do Pix.

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